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Vice de futebol da Lusa explica saída de Toninho Cecílio

José Roberto Cordeiro negou qualquer interferência no trabalho ou problemas com o ex-executivo de futebol da Portuguesa

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Foto: Divulgação/Portuguesa

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O vice-presidente de futebol José Roberto Cordeiro negou que a saída de Toninho Cecílio da Portuguesa tenha acontecido por desavenças ou interferência no trabalho do executivo de futebol. O dirigente falou sobre o relacionamento entre os profissionais e negou que houvesse alguma rusga entre eles.

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“Eu desconheço [qualquer interferência no trabalho]. Na verdade, estou no futebol da Portuguesa desde janeiro para cá. O relacionamento com o Toninho Cecílio sempre foi muito cordial, respeitoso e o que você está falando, que tentei chegar e dar alguma ordem para ele, não. Eu sei do meu lugar como um dirigente não remunerado de futebol. Eu tenho a minha prática do que tenho que fazer, de dar a estrutura para que o executivo de futebol possa fazer o melhor para o nosso clube e desenvolver o seu trabalho”, afirmou, em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Além disso, o dirigente aproveitou e frisou que foi Toninho Cecílio quem pediu para deixar o clube por motivos pessoais. Por fim, teceu elogios ao profissional, que chegou no final de 2021 e fez parte da montagem do elenco nos torneios da temporada 2022 e também no Paulistão deste ano.

“Os motivos pelo qual ele pediu a demissão foram de foro íntimo dele. Acredito que ele vai seguir a vida dele, é um brilhante profissional. É o que sempre falei para ele: ‘você é o tipo de executivo que passou pelas melhores faculdades: a do campo, nas quatro linhas, jogou, foi técnico, agora como executivo e cada vez mais vai se aprimorando’. Tanto é verdade que ele nos trouxe o acesso da A2 para a A1 ano passado. Eu não estava presente, estava no Conselho Deliberativo do clube, mas tomei conhecimento do grande trabalho que ele fez pela Portuguesa. Futebol é assim”, disse.

A saída do executivo de futebol, inclusive, foi bem aceita pela torcida verde encarnada. Em enquete realizada recentemente pelo NETLUSA, 87% dos torcedores apoiaram a retirada de Toninho Cecílio do comando do futebol da Lusa.

Confira outros assuntos da entrevista:

Perda de pontos por mudança do jogo contra o Corinthians para Brasília

“A Portuguesa está muito tranquila com essa situação de mando de jogo com o Corinthians em Brasília, já que todos os critérios no regulamento foram verificados pelo nosso departamento jurídico e passados para a Federação Paulista de Futebol. Pelo que entendi, que o jurídico nos passou, é que o regulamento geral faz menção a esse parágrafo quarto, mas o que sobrepõem é o regulamento específico da Série A1, que não faz menção ao jogo na quarta partida. Ele diz que quando há uma solicitação de um clube por alguns fatores, ele pede para a federação e precisa da autorização. Isso foi mantido e foi feita essa autorização pelo departamento competente da federação. Fora isso, os jogos com Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos ficam a critério da Federação Paulista de Futebol. Quanto a essa situação, é óbvio que o departamento jurídico pode passar maior detalhamento com relação ao assunto, mas a Portuguesa tomou todos os cuidados necessários para mandar esse jogo para Brasília”.

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“Ele é cria da casa, então temos muito apreço e um cuidado muito grande com ele. Pelo que estou sabendo, não chegou ao meu conhecimento. Ele tem uma passagem pelo ABC, de Natal, onde foi emprestado. Ele está totalmente integrado e a intenção é que ele continue. Não temos uma proposta por ele, pelo menos que chegou para mim”.

Paraizo e outros jovens da base

“Isso é uma coisa que nos enche de muita motivação para poder continuar e a Portuguesa voltar a ser aquela equipe que tanto revelou jogadores. Estamos com uma dificuldade muito grande e contamos com uma equipe sub-20. Estamos com um projeto e esperamos retomar com o sub-15 e eub-17, com tão poucos recursos, com o trabalho do Toninho Cecílio, que trouxe o Alan Dotti e o Eduardo [Ferreira, gerente de futebol da base], ex-zagueiro que fez a dupla de zaga com o Luis Pereira. São duas pessoas que estão no comando do sub-20. Não é só o Paraizo, mas temos o Hudson, o Misael, que ficou na equipe de cima, o Gabriel Ramos. Eles (Alan Dotti e Eduardo Ferreira) estão muito motivados em fazer a Portuguesa grande e voltar a revelar jogadores. A Portuguesa precisa retomar e, na verdade, está no nosso DNA. Estamos com o Paraizo, que é um jogador especial, um atacante que tem uma mobilidade muito interessante, domínio de bola, visão de jogo diferenciada dos outros atletas, goleador no sub-20. Estamos esperando bons frutos desse jogador que está despontando no profissional e, com certeza, vai despontar ainda no cenário nacional com a nossa Portuguesa”.

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