Foto: Mônica Zarattini/Estadão

Dener, Julinho Botelho, Djalma Santos e Zé Roberto são apenas alguns dos diversos craques revelados na Associação Portuguesa de Desportos, a nossa querida Lusa! Sem dúvida, a equipe contribuiu, e muito, para o futebol brasileiro. Como na Copa de 1958, quando Djalma foi peça-chave na decisão contra os suecos. Ou até mesmo com a Tri-Fita Azul, vencida em 1951, 1953 e 1954, após voltar invicta de excursões pela Europa e América Latina. 

No que diz respeito às contribuições diretas para a seleção brasileira, não apenas Djalma como também vários outros grandes nomes foram convocados para defender o país enquanto jogavam com a camisa rubro-verde. Para ilustrar um pouco da importância, a Lusa cedeu jogadores para a seleção nos três primeiros títulos mundiais: 1958, 1962 e 1970.

Então relembre 8 jogadores que tiveram o prazer de defender o Brasil enquanto atuavam pela Portuguesa. 

Mesquita

Affonso Mesquita, ou apenas Mesquita, abre a lista sendo o primeiro jogador na história da Portuguesa a defender a seleção. Ele atuou na Lusa durante os primeiros anos de vida do clube, em meio a parceria com o Mackenzie. 

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Figurinha carimbada na seleção paulista, não demorou para Mesquita ser convocado pela seleção nacional.O goleiro integrou o elenco campeão da Copa Roca, precursora do Superclássico das Américas, que derrotou a Argentina por 2 a 1. Mais adiante, ainda em 1922, Mesquita participou do título da Taça Rodrigues Alves contra o Paraguai. 

Nininho 

Centroavante da Lusa entre os anos de 1940 e 1950, Nininho deixou a sua contribuição no título do Brasil na Copa América de 1949, sediada em São Paulo e no Rio de Janeiro. Todos os três gols marcados na competição foram contra a Bolívia, na vitória por incríveis 10 a 1. 

Simão 

Quem também marcou naquele jogo foi Simão, parceiro de Nininho na melhor linha de ataque da história lusitana, junto a Julinho Botelho, Pinga e Renato. Conhecido por sua inteligência e velocidade, Simão deixou cinco gols na Copa América, ajudando na conquista do tricampeonato brasileiro.

Pinga

Natural de São Paulo, José Lázaro Robles, o famoso Pinga, acumulou 284 gols durante sua passagem pelo time lusitano. Até hoje, nenhum jogador bateu a marca, portanto, Pinga é o maior artilheiro da história da Portuguesa. Além disso, em 1952, compôs o elenco da seleção brasileira campeã dos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile. 

Julinho Botelho

Assim como Pinga, Julinho Botelho também foi medalha de ouro no Pan com a camisa verde e amarela. Proveniente da Mooca, o ponta chegou a Portuguesa por Cr$ 50 mil. Logo em seu segundo jogo, marcou dois gols e, desde então, marcou mais 99, totalizando 101. Com isso, Julinho foi chamado para defender o Brasil no Pan, onde foi ouro, e na Copa de 1954. Anos depois, em 1960, venceu a Copa Roca com o selecionado.

Brandãozinho 

Brandãozinho também voltou do Chile com o ouro, mas terminou na 6ª posição na Copa de 54, ao lado de seus companheiros de Lusa. Vale destacar que três atletas representaram a Portuguesa naquela Copa, pois Pinga acertou sua transferência para o Vasco da Gama. 

Marcou época no time lusitano participando de dois títulos do extinto Torneio Rio-São Paulo, contra Vasco e Palmeiras em 1952 e 1955, respectivamente. 

Djalma Santos 

Sem dúvida, a descoberta de Djalma Santos foi uma das maiores contribuições da Portuguesa para o futebol brasileiro. Só para ilustrar um pouco de seu sucesso, ele disputou quatro Copas pelo Brasil, venceu duas e foi eleito pela FIFA como o melhor lateral-direito da história!  

Anos antes de conquistar o mundo, Djalma encantou a torcida da Portuguesa entre 1948 e 1958.  Participou das famosas excursões do time para fora do país que renderam o prêmio Fita Azul. Na época, o jornal A Gazeta Esportiva oferecia a honraria aos clubes que voltavam invictos. 

Com a camisa da CBF, o lateral disputou sua primeira Copa em 54. Posteriormente, integrou o elenco da Copa de 1958, passando quase todos os jogos na reserva. No entanto, a lesão de De Sordi abriu espaço para o disputar o último jogo, a decisão contra a Suécia.

Ele desequilibrou o duelo, contribuindo na primeira Copa conquistada pelo Brasil. Para ter uma ideia, Djalma foi escolhido o melhor lateral do mundial participando de apenas uma partida. 

Na Copa seguinte, realizada no Chile, atuou na titularidade como um dos pilares do esquema de Aymoré Moreira, técnico da seleção. Ao lado de Garrincha, Zagallo e Pelé, garantiu o bicampeonato do mundo, graças ao triunfo por 3 a 1 diante da Tchecoslováquia. Além disso, Djalma participou de sua última Copa em 1966, disputada na Inglaterra. 

Zé Maria 

Antes de se tornar ídolo no Corinthians, Zé Maria iniciou a sua carreira no Canindé, vestindo rubro-verde. Permaneceu na Lusa até 1970, ano em que foi convocado para a Copa do México. Para a tristeza de Zé, o titular da posição era ninguém menos que Carlos Alberto Torres, o “Capita”. Por isso, não chegou a jogar na campanha, mas entrou para a história com a geração do tricampeonato. 

Hiato nas convocações

Depois de Zé Maria, nenhum outro jogador da Lusa disputou uma Copa do Mundo. Além disso, Ricardo Oliveira foi o último jogador da Portuguesa a vestir a amarelinha. O técnico Zagallo, velho conhecido da torcida lusitana, chamou Ricardo para um amistoso contra a Coreia do Sul em 2002. O jogo terminou em 3 a 2, e o atacante sequer atuou. 

Em décadas passadas, a equipe do Canindé fornecia uma série de atletas para a seleção. Como dito, os três primeiros títulos mundiais tiveram pelo menos um jogador lusitano. Atualmente, a realidade é bem diferente. Isso se deve ao aumento da diferença técnica entre o futebol brasileiro e o europeu ter acontecido em paralelo a decadência da Portuguesa. 

No século XXI, a Lusa viveu mais quedas do que glórias, passando a maior parte do tempo em busca do acesso no Campeonato Brasileiro e no Paulistão. Porém, as coisas começaram a melhorar a partir do centenário. 

Em 2020, o longo jejum de títulos foi quebrado com a conquista da Copa Paulista, garantindo vaga para a Série D do Brasileiro. Em 2022, após anos na segunda divisão paulista, a Portuguesa conquistou o título e carimbou o tão sonhado acesso ao Paulistão. 

Os ótimos resultados dentro das quatro linhas animaram os fanáticos lusitanos, que lotam o Canindé em dia de jogo. Além de ir ao estádio, incentivam o clube comprando títulos de sócio torcedor, adquirindo produtos oficiais e até mesmo fazendo palpites em casas de apostas

Afinal, as casas costumam patrocinar times e campeonatos. Como resultado, elas ajudam a fomentar o desenvolvimento do futebol no Brasil.

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9 comentários

  1. Apesar do menosprezo da grande mídia e das federações a Portuguesa sempre foi e sempre será um dos maiores clubes do futebol brasileiro. Nunca conseguirão apagar nossa história.

  2. Imagina se aquele time campeão da Taça São Paulo de Futebol Junior tivesse sido melhor aproveitado.
    Mais nomes estariam nessa lista
    Veja o time do Palmeiras campeão desse ano como será tratado
    Temos um jovem promissor emprestado ao Cruzeiro, e nós gastando dinheiro com Anderson Ligeiro
    O Patrick emprestado para o ABC na terceira divisão, já que é pra emprestar coloca ele na prateleira de cima, times como Avaí, Goiás, Fortaleza, Ceará e até mesmo RB Bragantino que estão na primeira divisão

  3. A NOSSA LUSA sempre foi desprezada porque a quase 100 anos foi comandada por traidores, safados e imundos, ratos que se preocupam com o bolso e umbigo, porcos que se vendem por pouco.

  4. Sou o único filho de AFFONSO MESQUITA o primeiro jogador da Lusa a defender a seleção brasileira conforme lista acima.Cai na asneira de set.2021 implorar ao presidente Castanheira uma ajuda devido a tratamento de câncer que me levou até os dias de hoje a uma situação de extrema dificuldade e recebi dele um desprezo sem um único gesto de compaixão.apelo a todos os que amam a Lusa uma ajuda.Marcos Mesquita fone 11993531155

Atenção: este é um espaço para debate saudável sobre a Portuguesa. Respeite os colegas rubro-verdes do site. Ofensas são proibidas e o comentário não será publicado.

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