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O décimo relatório mensal de atividades da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo revelou que o primeiro ano de operação da SAF da Portuguesa registrou um prejuízo acumulado de R$ 21,1 milhões até setembro. O documento foi divulgado pela ESPN e apresenta o panorama financeiro atual e faz parte do acompanhamento judicial obrigatório desde a criação da sociedade anônima do futebol.
Segundo o CEO Alex Bourgeois, o equilíbrio econômico depende diretamente da conclusão da recuperação judicial da Associação Portuguesa de Desportos. Ele afirmou à ESPN que o processo de reestruturação das dívidas é o ponto central para a viabilidade do projeto. “Nós aprovamos junto aos credores da Associação Portuguesa de Desportos um plano de recuperação judicial. Encontramos uma dívida que passava dos R$ 560 milhões e conseguimos reduzir para cerca de R$ 190 milhões. Estamos aguardando a homologação na Justiça, que está bem encaminhada e deve acontecer em breve”, declarou.
O executivo reforçou que a homologação será determinante para o futuro da instituição. “Essa recuperação judicial é fundamental, é o que garante a sobrevivência da Portuguesa. O clube estava em uma situação crítica, com uma dívida mais de 50 vezes superior ao faturamento anual, por exemplo”, completou Bourgeois. A SAF sustenta que a reorganização financeira, aliada ao controle de gastos, é parte de um processo gradual até a estabilização.
Saída da Revee e captação de recursos
Bourgeois ainda comentou a repercussão do caso envolvendo a REAG, citada em denúncias no mercado financeiro. Ele buscou afastar qualquer associação direta da SAF ao grupo. “É sempre bom lembrar que nós não temos qualquer ligação com a REAG. Em relação à Revee, ela foi uma parceira escolhida por nós, pela sua ampla experiência comprovada, para trabalhar na operação do Novo Canindé, de modo que o projeto ou, mais precisamente, a construção, não passaria por ela, mas por uma construtora. Nosso planejamento segue normalmente, sem qualquer alteração, e em breve vamos contar com uma nova casa para o nosso torcedor”, disse.
A reportagem da ESPN também cita um documento no qual a SAF deu entrada, na Junta Comercial do Estado de São Paulo (JUCESP), em um processo para captar R$ 30 milhões no mercado já para a temporada de 2026. A movimentação ocorre porque a administração admite que não deverá contar com aportes da Revee/REAG no próximo ano.
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