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Presidente da SAF explica situação do Canindé e atualiza sobre início das obras

Alex Bourgeois disse que o estádio tem problemas estruturais e estipulou que as reformas devem começar até agosto

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Foto: Jhony Inácio/Ag. Paulistão

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A Portuguesa não manda jogos no estádio do Canindé desde janeiro deste ano, devido ao fechamento para obras, que ainda não iniciaram. O local, no entanto, recebeu o jogo do São Paulo diante do Instituto 3B-AM, pelo Brasileiro Feminino, na última quinta-feira (27).

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O fato de o clube do Morumbi usar o estádio gerou estranheza entre os torcedores, o que posteriormente foi explicado, tratando-se de um acordo firmado ainda no ano passado pela Associação. Alex Bourgeois, presidente da SAF da Lusa, ao ser questionado sobre a partida, disse que não estava sabendo.

De acordo com o executivo de futebol, esse detalhe só veio ao seu conhecimento agora. Sobre a possibilidade do Canindé receber partidas da Rubro-Verde, ele explicou que era um desejo da SAF, mas que a possibilidade foi vetada após uma vistoria da Reeve, empresa parceria que ficará responsável pelo estádio.

“Eu não sabia de nada sobre isso porque foi feito pela Associação. Aparentemente são oito jogos que fecharam com o Feminino do São Paulo. Acho que fechou no ano passado ainda. Não estou sabendo disso até porque não impacta no que a gente faz. A gente não sabe sobre isso, foi uma questão da Associação e quero deixar muito claro que, quando decidimos deixar o Canindé, não foi porque achávamos legal, foi porque a Reeve fez uma vistoria. Nós tínhamos a intenção de jogar no Canindé e de dar um tapa no estádio para receber patrocinador, para receber melhor algumas pessoas, a torcida, mas quando a Revee fez a vistoria, nos disse que não seria apenas um tapa, que tinham alguns problemas estruturais, na marquise, questões que não queria bancar por causa do risco. A pior coisa que pode acontecer para a SAF é um acidente, seria o fim da SAF, acabou, e nos perguntamos se valia a pena correr esse risco”, disse Bourgeois, durante entrevista coletiva na última quinta-feira (27).

Ainda segundo o dirigente, a Associação chegou a bancar os jogos no Canindé, mas recuou depois da SAF solicitar a assinatura de um termo para que assumisse a responsabilidade de qualquer incidente. Bourgeois revelou problemas estruturais graves que aumentaram os custos das obras.

“A Associação disse que fazia todos os jogos, então nós pedimos um ofício para SAF dizendo que se responsabilizariam por qualquer coisa que acontecesse, mas não quiserem. Tem o laudo, mas e aí? Então não quisemos tomar essa responsabilidade. Depois da vistoria da Revee, nos avisaram sobre as questões estruturais, tanto que a reforma não é será só o retrofit, tem partes estruturais que precisam ser derrubadas e refeitas, porque correm o risco de cair. Isso aumentou o custo da obra. Então nossa decisão é essa. Se o Feminino do São Paulo quer jogar lá e a Associação vai ganhar um dinheiro com isso, é problema deles. Não vai ter 10 mil pessoas assistindo ao jogo também. Se tiver 50 pessoas é muito”, explicou o presidente da SAF.

E AS OBRAS?

Embora sem receber jogos da Lusa há dois meses, o Canindé ainda não tem prazo concreto para o início das obras. De acordo com Alex Bourgeois, a expectativa é que comece até agosto e, para isso, está contando com o apoio de Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo. Faltam apenas algumas autorizações.

“A gente está com apoio total e irrestrito da Prefeitura, o Ricardo Nunes está nos ajudando de forma muito forte. É de total interesse da Prefeitura que o projeto do Canindé saia porque não é só para Portuguesa, mas também para a cidade de São Paulo. A questão é de autorização de projeto, finalização de projeto executivo, etc. Provavelmente deve chegar um acordo entre julho e agosto e aí começa. Mas temos que tirar o trator primeiro, né? (risos). Mas as obras devem começar em julho ou agosto. Pode ter atraso, sabe como é coisa de obra, mas a previsão é mais ou menos essa”, completou o dirigente.

O projeto visa transformar o Canindé em um estádio moderno, com capacidade para receber partidas e shows, modelo semelhante ao que acontece no Allianz Parque, do Palmeiras. A estimativa é que o estádio seja reinaugurado em janeiro de 2028, portanto, após cerca de três anos.

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