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Presidente da SAF detalha procura por estádio e indica casa próxima para a Série D

Embora ainda não descarte o Pacaembu, Alex Bourgeois admitiu que a situação está encaminhada para a Lusa atuar em Santana de Parnaíba

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Alex Bourgeois durante coletiva nesta quinta-feira
Alex Bourgeois durante coletiva nesta quinta-feira (Foto: Divulgação/Portuguesa)

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Com o prazo até sexta-feira (28) para definir a sua casa para a Série D do Campeonato Brasileiro, a Portuguesa está praticamente certa com um estádio, segundo Alex Bourgeois, presidente da SAF, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (27).

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O executivo conversou por 1h30 com a imprensa e, entre os assuntos abordados, estava a escolha da casa temporária. O dirigente explicou como o processo de escolha tem sido feito e enfatizou que a procura sempre foi por um estádio com gramado sintético, a pedido da comissão técnica.

“Nós temos um pedido da comissão técnica de gramado sintético porque o time se adaptou bem e a gente percebeu ao longo do Paulistão que isso foi uma vantagem para a Portuguesa. Então nós queremos reproduzir isso ao longo da Série D. Preciso ter um estádio que tenha grama sintética”, contou Bourgeois.

PACAEMBU

A Lusa disputou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil na Mercado Livre Arena Pacaembu, que surgiu como opção imediata após a despedida do Canindé, que passará por modernização. No entanto, os prejuízos de bilheteria, além do alto custo do local, desmotivaram a diretoria, que praticamente descartou o estádio.

“Nós tivemos uma reunião com o Pacaembu, ainda não está 100% descartado, existe uma possibilidade, mas precisamos ser eficientes. Não faz sentido a gente jogar para perder R$ 2 milhões (estimativa de prejuízo caso jogue a Série D no Pacaembu). Seria quase capricho jogar no Pacaembu porque eu quero, e vou enterrar R$ 2 milhões. Não é que estou pegando dinheiro de não sei quem. Sai do meu bolso, do meu e dos meus quatro sócios. Qual a perspectiva? Isso é prejuízo, não é dinheiro que vamos investir. A gente vai perder esse dinheiro no Pacaembu porque a torcida, infelizmente, não cobre o alto custo. Para eu conseguir cobrir esse custo, pela conta que fizemos, precisaria de 7 mil torcedores todos os jogos, e não vai ter”, explicou o presidente da SAF.

A ESCOLHA

Sabendo da situação, a diretoria lusitana foi em busca de opções dentro da capital paulista e nas cidades adjacentes. Segundo Bourgeois, a Arena Barueri e o Estádio Municipal Prefeito Gabriel Marques da Silva, em Santana de Parnaíba, apareceram como as principais opções, mas acabou que o segundo citado levou vantagem e deve ser o escolhido.

“Analisamos todas as oportunidades em volta de São Paulo. Todas. Quando eu digo todas é todas mesmo, até a USP, mas o campo não é homologado pela federação paulista, então não dá. O Ibirapuera era nossa primeira opção, mas estão reformando e terá uma concessão. Aí analisamos outros lugares, alguns estádios não têm gramado sintético e sim grama, de péssima qualidade. Outros lugares que a gente viu não tem data, um exemplo a Fazendinha, mas disputam 150 jogos no ano. Fora que eu tenho problema, como um torcedor da Portuguesa. Não consigo entender que a torcida aceite que vamos jogar na casa de outros times. Olhamos algumas opções em volta de São Paulo, dentro elas, tinha Barueri, Santana de Parnaíba, Santo André, São Caetano, enfim, fizemos vistoria em todos, mas a maioria deles não tem condição. Em Guarulhos não tem condição, São Caetano não tem condição, Santo André não tem condição. Estou falando de condição mínima para o time empenhar aquilo que a gente quer que empenhe. Com isso, sobrou Barueri e Santana de Parnaíba, mas Barueri, na nossa visão, seria um Pacaembu 2.0, um estádio grande, para 30 mil pessoas, e também vai ter problemas de datas com o Palmeiras”, detalhou o executivo, que complementou:

“Santana [de Parnaíba] é longe, concordo, não acho tanto, mas na cabeça de alguns sim, mas é nosso. Fazem o que a gente quiser, do jeito que a gente quiser. A chave será entregue em nossas mãos. A gente analisou. Tem gramado sintético bom e é uma arena de 7 mil lugares, então se colocar 1.500 ou 2 mil torcedores é um caldeirão, por ser pequeno. Os jogos serão aos sábados, então não tem trânsito. Eu fiz pessoalmente o teste de carro para todos os lugares. Vão ter ônibus para a torcida, vamos organizar a questão de estacionamento, a ida para Santana. Vamos tentar fazer o melhor possível. Nós estamos hoje com essas duas opções na mesa. Ainda temos esperança do Pacaembu em função de uma coisa acontecer, o que mudaria tudo, mas só temos até sexta-feira para definir isso e Santana está muito bem encaminhado”, explicou.

MUDANÇA EM ABERTO

Por outro lado, mesmo que a escolha por Santana de Parnaíba seja concretizada, nada impede que a Portuguesa possa mandar partidas no Pacaembu futuramente, até mesmo na própria Série D. Alex Bourgeois condicionou isso à possibilidade de ter jogos de alto apelo de público.

“Se a gente jogar em Santana de Parnaíba, não quer dizer que vamos continuar lá para o resto da vida. Temos três anos pela frente. Se a gente tem um jogo importante, que a gente acha realmente que vai lotar, ter 15, 20 mil pessoas, é óbvio que vamos para um Pacaembu da vida. Não tem a menor dificuldade. Não tem problema. Inclusive, de repente, o mata-mata podemos fazer no Pacaembu. De repente o Paulistão a gente faz no Pacaembu. Não sou muito adepto de perder dinheiro, tenho uma relação péssima com perder, não gosto de perder nada”, disse.

“Se você olha para o Pacaembu e vê que vai custar tanto, mas vou sair no 0 a 0, beleza, porque vai ter 7 mil pessoas em jogo importante, mas outro problema que temos no Pacaembu é que nunca foi nossa casa. Nunca me senti em casa lá. Não controlamos nada. Tudo são eles que fazem, do jeito deles, e não é o que faríamos para a nossa torcida. Em Santana de Parnaíba vamos poder fazer isso, inclusive, várias ações que a gente poderá fazer lá que não conseguimos fazer no Pacaembu. Fora outras coisas. Mas não é que está descartado para sempre”, completou o presidente da SAF.

Com a sua casa praticamente definida, a Lusa segue em preparação para a Série D. A estreia deverá ser no dia 14 de abril, ainda sem horário definido, contra o Boavista-RJ, fora de casa. O primeiro compromisso como mandante será na segunda rodada, contra o Maricá-RJ.

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