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O presidente da SAF da Portuguesa, Alex Bourgeois, publicou mais uma coluna no Mkt Esportivo, desta vez sobre o modelo de relacionamento entre clubes e torcedores. O argumento central é que o futebol brasileiro ainda trata o torcedor como audiência passiva, quando deveria encará-lo como parte ativa do negócio.
Bourgeois usou a própria Portuguesa como exemplo prático. Segundo ele, o projeto de ingressos gratuitos usado em diversos jogos do Paulistão e da Série D não foi uma ação de caridade, mas uma hipótese de negócio — e os números, segundo o dirigente, confirmaram a aposta: crescimento de mais de nove vezes no número de sócios-torcedores e de três vezes na média de público. “Arquibancada cheia muda o produto. Muda o patrocinador. Muda a narrativa”, escreveu.
O dirigente também traçou uma distinção entre dois modelos de gestão. O primeiro pergunta como vender mais ingressos no fim de semana — e leva a promoções e descontos pontuais. O segundo pergunta como aumentar o valor do relacionamento com cada torcedor ao longo dos anos — e leva a programas de sócio, experiência e pertencimento. Para Bourgeois, apenas o segundo modelo gera recorrência financeira capaz de sustentar projetos de longo prazo.
O presidente encerrou com uma provocação direta ao mercado: “O clube que souber transformar base de torcedores em ativo financeiro gerenciado vai ter vantagem competitiva real e sustentável. Não é sobre ter a maior torcida. É sobre saber o que fazer com ela. O torcedor não é público. É o negócio.”
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