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Morreu no último domingo (20), aos 93 anos, José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ele estava internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e a causa da morte não foi divulgada. Marin presidiu a CBF entre 2012 e 2015, período que incluiu um dos episódios mais controversos do futebol nacional, conhecido como “Caso Héverton”.
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O caso ocorreu na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2013. A Portuguesa escalou o meia Héverton de forma irregular e, por isso, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) puniu o clube com a perda de quatro pontos. Essa sanção resultou no rebaixamento da equipe para a Série B, enquanto o Fluminense, que cairia pela pontuação original, permaneceu na elite do futebol brasileiro.
A polêmica gerou uma intensa batalha jurídica e debate sobre a lisura do campeonato. A diretoria da Portuguesa alegou que não foi notificada a tempo sobre a suspensão do atleta, argumentando que a decisão do STJD só teria validade após a publicação oficial no sistema da CBF. A confederação, por sua vez, defendeu a legalidade do processo, afirmando que o clube tinha conhecimento da punição.
Na época, José Maria Marin, que acompanhava o Mundial de Clubes no Marrocos, chegou a lamentar publicamente a decisão do STJD, afirmando que a resolução do campeonato nos tribunais “não fazia bem ao futebol brasileiro”. Antes de assumir a CBF após a renúncia de Ricardo Teixeira, Marin também presidiu a Federação Paulista de Futebol (FPF) de 1982 a 1988.
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