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A Portuguesa volta a ser protagonista de um capítulo delicado na Justiça. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai julgar nesta terça-feira (6) um recurso apresentado pelo banco Banif, que tenta responsabilizar o ex-presidente Manuel da Lupa por uma dívida milionária contraída em 2010 e que pode hoje ultrapassar os R$ 200 milhões. A informação foi divulgada pela Folha de S. Paulo.
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O empréstimo foi realizado durante a gestão de Da Lupa à frente do clube — ele presidiu a Lusa entre 2005 e 2013, em uma era marcada por conquistas como o título da Série B de 2011, mas também pelo rebaixamento traumático no Brasileirão de 2013, após a escalação irregular do meia Héverton.
À época, o valor negociado com o Banif foi de R$ 17 milhões. O banco afirma que o contrato foi firmado diretamente com Da Lupa, embora os valores tenham sido repassados à conta da Portuguesa. A operação contou com o aval da esposa do dirigente, Maria de Fátima Fernandes Ferreira, e do então vice-presidente Luiz Iaúca.
Como o pagamento não foi feito no prazo estipulado — o vencimento ocorreu em 2012 — o Banif acionou a Justiça para tentar reaver o montante, que teria se multiplicado em 15 anos de encargos e correções.
Segundo os advogados do banco, Da Lupa teria repassado todos os seus bens aos filhos pouco antes do vencimento da dívida, em uma tentativa de se esquivar de eventuais penhoras. O caso ganhou nova dimensão em fevereiro do último ano, com a morte do ex-dirigente aos 74 anos. Desde então, seus herdeiros foram incluídos na ação judicial.
O advogado Ricardo Zamariola Junior, representante do Banif, acusa Da Lupa de ter agido de má-fé. “Depois que ficou claro que ninguém conseguiria pagar esse empréstimo, ele transferiu seus imóveis para os filhos. É um caso claro de fraude contra credores”, disse à Folha de S. Paulo.
A defesa de Da Lupa, por outro lado, argumenta que o empréstimo foi feito única e exclusivamente em benefício da Portuguesa e que o dirigente não teve ganhos pessoais com a transação. Em entrevista ao ge, em 2016, o próprio cartola se dizia um “laranja”, afirmando que todo o dinheiro foi utilizado pelo clube.
A Portuguesa, por sua vez, alega que o contrato foi assinado por Da Lupa em nome próprio, e não como representante oficial da instituição. Apesar disso, admite que os recursos foram usados durante sua gestão. O clube informou que não irá comentar o caso publicamente e que suas manifestações ocorrerão exclusivamente nos autos.
Inicialmente, a Justiça de São Paulo havia dado ganho de causa ao banco, responsabilizando Da Lupa. Contudo, o Tribunal de Justiça do Estado entendeu que a dívida deveria ser atribuída apenas à Lusa, decisão agora contestada pelo Banif no STJ.
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