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Portuguesa tem minutos finais como arma, destaca preparador físico

Equipe marcou três gols decisivos na reta final dos últimos quatro jogos e atribui desempenho à evolução física ao longo da temporada

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Foto: André Lucas/Portuguesa

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A Portuguesa tem encontrado nos minutos finais um de seus principais trunfos na campanha da Série D. Nos últimos quatro jogos da competição, a equipe marcou três gols após os 30 minutos do segundo tempo, todos decisivos para o resultado. As bolas na rede garantiram a virada sobre o Pouso Alegre-MG, o empate diante do Sampaio Corrêa-RJ, no Rio de Janeiro, e a vitória que confirmou a classificação para a terceira fase, no Canindé.

A sequência reforça uma característica construída ao longo da temporada. Em partidas com acréscimos cada vez mais longos e elevada exigência física, a Portuguesa tem mantido intensidade e poder de decisão até os instantes finais, fator que se tornou um diferencial da equipe comandada por Ademir Fesan.

Responsável pela preparação física do elenco, Carlos Gamarra atribuiu o desempenho ao processo de evolução vivido pelo grupo desde o início dos trabalhos. Segundo ele, a adaptação às cargas de treinamento permitiu que a equipe sustentasse o ritmo durante toda a partida.

“Hoje o futebol exige muito mais do que 90 minutos. Os jogos são mais intensos, têm mais tempo de bola rolando, acréscimos longos e uma exigência física cada vez maior. No início do trabalho passamos por um processo natural de adaptação às cargas e ao modelo que queríamos implementar. Com o passar das semanas, o grupo assimilou muito bem essa metodologia”, afirmou.

O preparador físico também destacou que a evolução permite à Portuguesa manter o nível de competitividade mesmo nos momentos de maior desgaste. “O resultado é uma equipe que consegue manter intensidade até o fim, pressionar, competir e continuar tomando boas decisões mesmo quando o desgaste é elevado. Esse é um mérito de todo o grupo”, concluiu.

Já o coordenador de futebol Marco Antonio, citou a importância do trabalho psicológico nesse processo; O aspecto mental é trabalhado todos os dias. “Temos acompanhamento psicológico, muito diálogo e uma cultura interna que incentiva os atletas a acreditarem até o último minuto”, disse.

A Portuguesa enfrenta o Marcílio Dias-SC neste sábado (4), às 18h, no Estádio Dr. Hercílio Luz. O jogo de volta será disputado no Canindé, no dia 12, e o classificado enfrentará o vencedor do confronto entre Uberlândia-MG e Serra Branca-PB nas oitavas de final.

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