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Fesan admite falta de opções no elenco da Lusa e lamenta ausência de Cadorini

Treinador disse que precisou recorrer ao zagueiro Gustavo Henrique como referência ofensiva e que a alternativa usada funcionou nos treinamentos

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Foto: Reprodução/LusaTV

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O técnico Ademir Fesan explicou, após a eliminação da Portuguesa para o Uberlândia-MG nas oitavas de final da Série D, a decisão de utilizar o zagueiro Gustavo Henrique como centroavante nos minutos finais da partida. Segundo o treinador, a equipe precisou buscar alternativas para reverter a desvantagem construída no jogo de ida e encontrou poucas opções de referência ofensiva no elenco.

Fesan afirmou que a Portuguesa entrou em campo já pressionada pela derrota por 2 a 0 em Minas Gerais e, por isso, adotou uma postura agressiva desde o início. “Nós iniciamos o jogo perdendo de 2 a 0 e as opções foram sempre pra frente. Iniciamos no 4-2-4, era a opção que tínhamos. Fizemos um bom primeiro tempo, tivemos quatro chances de gol que não convertemos. Dentro do planejado de marcar em bloco alto e ter a posse de bola, nós fizemos”, analisou.

Na segunda etapa, o treinador promoveu mudanças para aumentar o poder ofensivo da equipe, incluindo a entrada de Gustavo Henrique no ataque. “A gente planejou botar um meia no lugar de um volante e entendemos que a bola aérea era um bom caminho para o final de jogo. É por isso que o Gustavo Henrique entra. Nós não tínhamos esse jogador de referência na área, treinamos essa situação com o Gustavo ali e, no treino, inclusive saiu o gol”, explicou.

O comandante também destacou que a ausência de Matheus Cadorini, suspenso após a expulsão no jogo de ida, limitou as alternativas ofensivas da Portuguesa. “É o que tínhamos. O Cadorini fez falta, não tem como falar que não”, concluiu.

Perguntado se sentiu falta de reforços para o setor ofensivo, Fesan disse que sim, mas pontuou a escassez do mercado e apresentou a questão da dificuldade de trazer um jogador apenas para o mata-mata da Série D.

“Eu concordo [que faltou elenco]. Trouxemos o Thiago Rubim para essa função de ataque, mas ele teve a ruptura do ligamento cruzado e tem a expulsão do Cadorini. Guilherme já jogou de centroavante, João Diogo, mas são outras características. É muito difícil achar esse jogador, a diretoria procurou. Quando teve a lesão do Rubim já estava no mata-mata, você tem que procurar e é difícil achar esse jogador. E se a gente tivesse trazido, esse jogador poderia vir para jogar dois jogos, então é muito difícil”, completou.

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