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Centro do impasse para aprovação em definitivo da SAF, as ressalvas do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) no acordo entre Portuguesa e Tauá Partners, para venda de 80% do futebol, seguem repercutindo.
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O COF teme que a associação fique endividada por causa de alguns termos, mesmo que a Tauá garanta o contrário. Cofistas apontam que a dívida total da Lusa, levantada pelo grupo de investidores, na casa de R$ 550 milhões seria maior, de R$ 900 milhões.
Não foi apresentada, no entanto, nenhum documento de comprovação. A quantia chegada pelos investidores foi levada para recuperação judicial, uma forma encontrada para chegar a um caminho equilibrado para o pagamento.
Já o COF, alega que chegou ao valor de quase R$ 1 bilhão com base em um estudo feita pela BDO, com base no balanço das contas da Rubro-Verde de 2023, que foi reprovado. O Estadão, que apurou a situação, teve acesso aos documentos da empresa e não encontrou a discriminação dessa diferença.
O órgão de fiscalização acredita que a diferença de R$ 350 milhões vai onerar o clube social lusitano, que ainda mantém 20% das ações com a venda da SAF. O COF também encomendou parecerdes à CDSB, empresa de consultoria de Sérgio Santos Rodrigues, ex-presidente do Cruzeiro.
Foi na sua gestão que a SAF do Cruzeiro foi negociado com Ronaldo Fenômeno, em 2022, uma das primeiras de grande clube do Brasil. Foi sugerido que, em um primeiro momento, fosse criada uma margem extra da dívida, uma precaução no caso de surgimento de um possível passível no futuro.
OUTRO LADO
Também procurada pelo Estadão, a Tauá Partners disse que, se novas dívidas forem descobertas, as mesmas serão incluídas dentro do processo de recuperação judicial. Além disso, o grupo garantiu ter feito um mapeamento de credores do clube para que ninguém ficasse de fora.
O COF, que se diz a favor da SAF mesmo com as ressalvas, também apontou uma nova dívida surgindo a partir de investimentos captados no mercado para investir no futebol, inicialmente de R$ 12 milhões, conforme prometido. Para o órgão, o futebol começa a nova fase tendo devendo, o que vê como negativo.
Sobre essa quantia, R$ 10 milhões já foram investidos na modalidade até o momento, segundo a Tauá, com mais R$ 2 milhões previstos até setembro deste ano. Um segundo aporte, desta vez de R$ 18 milhões, está nos planos para entrar em seguida, acompanhando a finalização dos trâmites da recuperação judicial.
A tendência, com isso, é que o valor do primeiro aporte supere ao esperado inicialmente, considerando que ainda restam seis meses. Para os investidores da SAF, a interpretação do COF está equivocada por não se tratar de um empréstimo, mas sim de um investimento. Somado a isso, o grupo garante que a associação não será onerada pelas dívidas e ainda receberá 20% dos dividendos.
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