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CEO da SAF da Lusa ressalta a necessidade de gestão profissional nos clubes brasileiros

Alex Bourgeois afirmou que as equipes precisam de administração competente, independentemente do modelo adotado

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Foto: Divulgação/Portuguesa

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O CEO da SAF da Portuguesa, Alex Bourgeois, analisou o cenário das sociedades anônimas do futebol e das gestões associativas em entrevista à Rádio Bandeirantes, no último domingo (9). Ele defendeu a importância de uma administração profissional no esporte, independentemente do modelo jurídico adotado pelos clubes.

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Segundo Bourgeois, a falta de profissionalização nas associações esportivas tem levado muitos clubes a crises financeiras graves. “As associações são entidades sem fins lucrativos que faturam, conseguem ter dinheiro através de venda de propriedade, jogador, transmissão. Geralmente são geridas por pessoas que são amadores, no sentido que prestam serviço pro clube e não é a profissão deles e o dinheiro é de ninguém. Geralmente gastando mais que arrecadando”, afirmou. Ele ainda alertou que essa prática, mantida por anos, resulta em colapsos como os vividos por Vasco, Cruzeiro e Coritiba.

O dirigente comparou a condução amadora a “um carro correndo contra a parede”, destacando que a conta sempre chega. Para ele, o modelo SAF oferece uma alternativa mais sustentável, mas o fundamental é a profissionalização da gestão, com autonomia e responsabilidade na condução das decisões.

“Você pode não virar SAF, mas tem que ter uma gestão profissional, que tenha carta branca pra fazer o que tem que fazer”, acrescentou. Bourgeois também ressaltou que o ambiente político das associações torna esse processo mais difícil, já que o poder depende de eleições e acordos internos. “No Brasil, os clubes são associações políticas, e pra chegar ao poder você tem que ser eleito, e pra ser eleito você tem que fazer uma coisa aqui, ceder ali, dar cargo. É muito mais difícil gerir desta forma”, concluiu.

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