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Presidente desde janeiro de 2020, Antonio Carlos Castanheira está nos meses finais de sua gestão na Portuguesa. Foram dois mandatos e seis anos à frente da Lusa, cercado de desafios dentro e fora de campo.
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Já preparando a saída da presidência, Castanheira revelou que ainda tem uma missão a ser cumprida na Lusa. O mandatário deseja dar seguimento ao processo de profissionalização da associação, o que, segundo ele, se passa diretamente pela reforma do estatuto.
“A relação do clube social com a SAF precisa ser cada vez mais profissional. Já pensou se entra um maluco, desses aí de oposição, senta na cadeira e começa a fazer novas dívidas? Isso começa a preocupar o sócio, e a gente também precisa se preocupar com o outro lado, por isso precisamos fazer uma situação que os dois precisem andar juntos, de forma profissional. Já passei para pessoas importantes, que eu espero que assumam a Portuguesa com a minha saída, que se mude esse estatuto porque isso não está na minha alçada, mas trabalharei para que as pessoas entendam que o estatuto precisa ser profissional porque o clube não pode mais ser gerido de forma varzeana, e isso é fundamental para a perenidade do compromisso dessa sociedade com a SAF, e também para a perenidade do clube, que gere receita com a modernização, gere novos sócios, novas atividades, as escolinhas, os esportes amadores olímpicos, as festas que são boas, então tudo isso precisa ser gerido também de forma profissional. Temos clubes em São Paulo dirigidos de forma profissional e vemos o sucesso. Seria meu sonho e minha última missão o profissionalismo ser imperado também na associação”, contou, em entrevista ao NETLUSA Debate na última quarta-feira (2).
SUCESSÃO
Seguindo no tema do mandato, o presidente, ao ser questionado sobre seu candidato na tentativa pela sucessão, não escondeu o jogo e revelou: Leandro Teixeira Duarte, neto de Oswaldo Teixeira Duarte, histórico presidente da Lusa que batiza o estádio do Canindé. Castanheira também revelou que o candidato a vice-presidente será Carlos Eduardo Guerreiro, atual presidente do Conselho Deliberativo.
“Já conversei com o Leandro Teixeira Duarte e ele é o candidato que vamos trabalhar intensamente, e se todo mundo aqui estiver pensando na Portuguesa, falando em Leandro Teixeira Duarte, tem que ser candidatura única. Todo mundo tem que abraçá-lo para que ele possa fazer na minha sucessão um embate técnico, profissional. Eu gostaria de ter, e falei com o Leandro, de ter o Guerreiro como vice-presidente. A Denise [Boni de Mattos, atual vice-presidente] não vai, é certeza, não quer mais. Ela está que nem eu, se der para sair amanhã a gente vai embora (risos). Estamos loucos para irmos embora cuidar da nossa vida, da nossa casa, que abandonamos. Estamos cansados. Cansou esses seis anos, mas temos que terminar a nossa missão, que é colocar gente séria e não deixar a oposição, que joga do jeito que joga, que não faz uma oposição construtiva e faz destrutiva. Quando faz isso termina com a instituição”, revelou o presidente.
Castanheira justificou a escolha da dupla para assumir a sua cadeira destacando uma necessidade de renovação na política da Lusa e de novas ideias de gestão. O presidente ainda fez um apelo por pacificação interna e afirmou que Leandro Teixeira Duarte pode ser o caminho para que isso aconteça.
“É hora de entrar uma pessoa, e aposto muito que seja o Leandro, com o Guerreiro, por exemplo, que possam conduzir essa pacificação. Se é um candidato único, para quê eleição? Me fala nomes. Temos que preparar pessoas, temos que começar a montar um grupo e trazer pessoas jovens, com cabeça aberta. A pessoa pode ter 60, 70 anos, mas que seja cabeça aberta, e higienizar um pouco esse Conselho, esse COF. As coisas estão muito viciadas aqui dentro [da Portuguesa]. O clube precisa sofrer essa transformação. Aposto muito no Leandro, que é jovem, competente e com história. O Guerreiro é a mesma coisa, ama a Portuguesa. Lutam pela Portuguesa, que brigam pela Portuguesa, e que são Portuguesa. Gostaria muito de, se der tudo certo, que a gente tivesse um pouco de paz nesse assunto. Chega! Olha o que vivi. Tem horas que olho para mim e vejo minha barba branca, como está ficando. A gente não precisa passar por isso. Estamos em processo de reconstrução, as pessoas têm que lutar pela Portuguesa, e não por vaidade, soberba e vingança. Queria muito mudar esse estatuto, profissionalizar os cargos, comandado pelo Leandro, pelo Guerreiro e a equipe que vão montar dentro de uma linha profissional”, concluiu o mandatário.
A eleição para escolher o próximo presidente da Portuguesa está prevista para o final do ano. Até o momento, nenhum outro nome saiu como possível candidato, o que vai depender também das movimentações políticas. Em breve detalhes sobre o pleito serão divulgados.
Assista à entrevista completa com Antonio Carlos Castanheira no NETLUSA Debate:
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