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O presidente da SAF da Portuguesa publicou mais uma coluna no MKT Esportivo criticando o que chama de banalização da ética nas relações profissionais do futebol brasileiro. O texto surge em contexto conhecido pelos torcedores rubro-verdes: há pouco menos de um mês, o técnico Fábio Matias deixou o clube para assumir a Chapecoense. Não é a primeira vez que o dirigente toca no assunto: há duas semanas, ele já havia abordado o tema em publicação no LinkedIn.
Na coluna, o dirigente aponta três frentes do problema. A primeira é a abordagem de atletas e treinadores com contrato vigente por outros clubes, prática que, segundo ele, corrói o ecossistema do próprio futebol. A segunda é a instabilidade na gestão dos clubes, com trocas frequentes de técnicos que inviabilizam qualquer projeto de continuidade. A terceira é o papel dos intermediários, que em muitos casos conduzem carreiras com foco em transações e não no desenvolvimento do atleta.
O presidente também mira a incoerência de treinadores que pedem tempo e confiança, mas abandonam projetos na primeira proposta financeiramente mais atraente. E aponta um custo invisível dessa cultura: perda de credibilidade, relações frágeis e um ambiente onde, nas suas palavras, “a palavra vale cada vez menos.”
O texto termina com um recado direto ao mercado: “O futebol brasileiro precisa decidir o que quer ser. Enquanto ética for tratada como opcional, o crescimento será sempre limitado. Porque no fim, não é sobre moral. É sobre competitividade sustentável.”
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