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O presidente da SAF da Portuguesa, Alex Bourgeois, fez um balanço da gestão nesta terça-feira (28), durante o Lusa SAF Day, realizado na Casa de Portugal, em São Paulo. No evento, que marcou a apresentação oficial dos resultados de 2025, Bourgeois descreveu o estado em que encontrou o clube e os avanços obtidos desde a chegada da Sociedade Anônima do Futebol.
Herança pesada
Ao assumir, a SAF encontrou dívidas da ordem de R$ 590 milhões e faturamento anual de apenas R$ 10 milhões. Jogadores e funcionários acumulavam sete meses de salário atrasado, e o estádio do Canindé estava prestes a ir a leilão.
“A situação era de falência”, disse Bourgeois. “Eu lembro que quando sentei naquela sala com o então presidente Castanheira, nem ele nem eu acreditávamos que poderíamos chegar onde estamos hoje.”
Paulistão com 20 dias de preparação
Segundo Alex, a SAF começou com duas pessoas — Bourgeois e Tadeu Oliveira, hoje diretor de futebol — e oito jogadores no elenco, com o Campeonato Paulista já se aproximando. Em quinze dias, foram contratados mais de vinte atletas e a comissão técnica.
“Fomos pro Paulistão morrendo de medo, sem tempo pra treinar”, afirmou o presidente. O clube terminou em décimo lugar, evitou o rebaixamento, garantiu vaga na Série D e se classificou para a Copa do Brasil.
Sobre o insucesso em garantir o acesso na última Série D do Campeonato Brasileiro, Bourgeois foi categórico: “Com a cabeça mais fria, vejo que seria um milagre montar um time com 20 dias e subir.”
Credibilidade no mercado
Bourgeois destacou a mudança de percepção no mercado de atletas. No início da gestão, segundo ele, jogadores e empresários evitavam o clube por conta da imagem deteriorada. Neste ano, quatro jogadores da Portuguesa foram contratados por times da Série A — marca que, segundo o dirigente, nenhum clube da Série D igualou no período.
“Hoje claramente temos um reconhecimento. Os times vêm buscar jogadores na Portuguesa.” Segundo o dirigente, a SAF retomou o acesso a crédito e afirma estar em dia com os pagamentos.
Dívida renegociada
Na frente financeira, o dirigente citou a renegociação da dívida de R$ 590 milhões, que foi reestruturada após acordo com credores e caiu para R$ 190 milhões. O clube ainda aguarda a homologação da recuperação judicial que propiciou o acordo.
Projeção de longo prazo
Bourgeois comparou a situação atual da Portuguesa ao início de clubes como Corinthians e Palmeiras e disse acreditar na possibilidade de ampliar a torcida nas próximas décadas. “Times como Corinthians e Palmeiras não começaram com 30 milhões de torcedores. Foram seis ou sete apaixonados que iniciaram”, afirmou.
De acordo com Alex, o objetivo é fazer com que a torcida da Lusa cresça, para que isso seja colhido no futuro. “A gente acredita que pode fazer o mesmo e daqui 10, 20 anos ou mais a Portuguesa possa ter 30 milhões de torcedores também.”, afirmou
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