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Bourgeois critica o modelo de gestão de clubes brasileiros e diz que “o futebol associativo acabou”

CEO da SAF da Lusa citou o caso do Real Madrid para defender a profissionalização e a entrada de capital privado no esporte

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Foto: Divulgação/Portuguesa

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O CEO da SAF da Portuguesa, Alex Bourgeois, publicou nas redes sociais uma reflexão sobre o futuro do futebol mundial e o esgotamento do modelo associativo de clubes. Em seu texto, intitulado “O futebol associativo acabou”, ele citou o Real Madrid como exemplo de transformação estrutural e de abertura para investidores externos.

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Segundo Bourgeois, a decisão do clube espanhol representa um marco global e reforça a necessidade de adaptação ao novo cenário do esporte. “Sem capital, governança e agilidade, não há como competir no topo”, afirmou o dirigente, destacando que a mudança não significa “vender a alma”, mas “não morrer abraçado à tradição”.

O executivo também fez um paralelo com o futebol brasileiro, que, em sua avaliação, ainda resiste à profissionalização. “Enquanto os gigantes europeus se transformam em empresas globais, no Brasil ainda se romantiza o ‘clube do povo’… com dívidas, decisões políticas e estruturas amadoras”, escreveu.

Bourgeois concluiu dizendo que o futuro do futebol depende da combinação entre capital, estratégia e governança, e que quem entender isso primeiro “vai liderar a próxima era”.

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