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Alex Bourgeois reforça visão de longo prazo e disciplina na gestão do futebol

CEO da SAF da Portuguesa publicou uma reflexão no LinkedIn sobre liderança, legado e eficiência estrutural

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Foto: Divulgação/Portuguesa

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O CEO da SAF da Portuguesa, Alex Bourgeois, publicou no último domingo (23) uma nova reflexão em seu LinkedIn, reforçando princípios de liderança e gestão que, segundo ele, diferenciam clubes sustentáveis daqueles que vivem de ciclos curtos e decisões reativas. A mensagem dialoga com a linha que o dirigente vem adotando desde sua chegada ao Canindé, defendendo planejamento contínuo, coerência esportiva e responsabilidade financeira.

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No texto, Bourgeois destaca que os grandes líderes — no futebol e em outros setores — são aqueles que pensam em décadas, e não apenas nos próximos meses. Ele cita referências como Sir Alex Ferguson, Bill Belichick e Nick Saban para exemplificar profissionais que construíram legados duradouros justamente por manterem uma visão estável, estratégica e pouco sensível às pressões do momento.

O dirigente aponta, porém, o desafio inerente ao ambiente esportivo: trabalhar com horizonte de longo prazo enquanto existe cobrança diária por resultados. Para ele, cabe à liderança conter o “ruído” externo e garantir que decisões estruturais não sejam atropeladas pelas urgências da rodada, algo que compara ao modelo de gestão de Warren Buffett.

Bourgeois também critica o custo esportivo e financeiro de mudanças frequentes de treinadores, prática comum no futebol brasileiro. Segundo ele, trocar comando técnico a cada poucos meses provoca desalinhamento interno, compromete o planejamento de elenco e gera desperdício no recrutamento, inviabilizando qualquer modelo de jogo consistente.

Ao tratar de finanças, o CEO enfatiza disciplina e leitura estratégica do mercado. Ele defende que clubes precisam extrair o máximo de cada investimento, evitando decisões imediatistas que corrigem lacunas pontuais, mas ignoram oportunidades de maior retorno. “Às vezes, reforçar um ponto forte rende mais do que correr atrás de uma fraqueza de última hora”, reforçou.

A publicação se soma a uma série de posicionamentos recentes do executivo voltados à gestão esportiva. Na publicação anterior, ele havia feito uma reflexão sobre gastos com gramado.

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