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A reformulação do elenco da Portuguesa em 2022 passou também com as oportunidades dadas a alguns jogadores formados na base, como o zagueiro Patrick, titular na conquista da Série A2, e o jovem lateral Carlos Henrique. O técnico Alan Dotti, do time sub-20 da Lusa, foi o convidado do NETLUSA Debate da última quinta-feira (2), comentou sobre a importância da integração do trabalho, principalmente para que esses jovens se tornem um espelho para os atletas das categorias menores.
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“Esse trabalho integrado, desde que nós chegamos e estávamos trabalhando nesta meta, foi muito importante, ainda mais para os jogadores que subiram. Os jogadores que ficaram, por serem mais novos, também. Então vendo esses jogadores como um espelho. Mostra que a Portuguesa dá oportunidade para os jogadores, base eles cumprirem os objetivos deles, se jogarem bem, renderem nas competições”, afirmou.
Dotti destacou o cuidado no qual o time profissional vem analisando este grupo, acompanhando o trabalho desde antes da disputa da Copa São Paulo de Futebol Junior. “Por exemplo, você vê o nosso trabalho, o Denys [Fancicani, auxiliar-técnico] na Copinha, acompanhou, desde o início, o nosso trabalho. O Ivan [Rizzo, auxiliar-técnico], vem acompanhando o nosso trabalho e os jogadores. Então, estamos trabalhando isso com os jogadores. E a conversa com o grupo do sub-20 fica bem transparente, né. Você fala com os jogadores e tem a visibilidade de dizer: ‘Ó do muro para lá nós já temos jogadores, que trabalharam aqui e hoje estão vestindo a camisa da Portuguesa, de um grande clube nacionalmente, estão tendo a oportunidade de mudar a vida deles. Já estão com um contrato melhor, em competições que ano que vem é uma das melhores do país, o Paulistão’. Então ele tem que mostrar o melhor dele para poder permanecer. E hoje eles estão tendo a oportunidade de estar aqui, mas amanhã quem sabe eles estarão lá. A gente precisa trabalhar sério, pensar na Portuguesa e fazer o melhor que eles estão sempre acompanhando O Toninho [Cecílio], que é o nosso executivo de futebol, acompanha todos os jogos. O Ivan, que é o auxiliar do clube, acompanha todos os jogos, o Sérgio Soares também já vai nos jogos”, completou.
Outro ponto salientado pelo treinador é o fato dos atletas da base fazerem parte da lista B para a disputa da Copa Paulista, que é ilimitada e permite que o técnico Sérgio Soares possa administrar as inscrições da lista A e dar mais oportunidades também para os jovens valores da Lusa.
“A gente está com este trabalho integrado e eles tem essa sensibilidade de que estamos em um trabalho corrido, que demanda um tempo, mas também trabalhando para dar um suporte para o profissional. Por exemplo, o profissional, os jogadores hoje (que são formados na base) formam a lista B. Eles não contam como ficha para a Copa Paulista. Não importa o tempo dele. Então a visibilidade para os jogadores do sub-20 é maior. Eles podem subir [para o profissional] podem descer [para o sub-20] e a Portuguesa não vai gastar uma ficha. Então isso está presente no projeto de trabalho integrado para trabalhar com o jogador do sub-20, que é deixá-lo o mais pronto possível para o profissional”, finalizou
Confira alguns dos principais pontos da entrevista:
Copa São Paulo
“O que acontece é que cheguei no início de novembro para dar o início do trabalho para a Copa São Paulo de Futebol Júnior. A gente tinha um elenco de 19 jogadores para a Copinha. Nós conseguimos fazer a inscrição de 35 jogadores. Conseguimos disputar a Copinha com aquela força tarefa, como dizemos lá dentro. Só que aquela Copa a maioria dos jogadores eram [nascidos] em 2001. Ou seja, era o último ano da categoria e muitos vieram emprestados de outros clubes. Então, quando virou o ano, você não trabalha mais com 2001, mas sim com 2002. E, no nosso elenco, ficou sete jogadores que disputaram a Copinha e nós conseguimos que ele permanecessem no elenco. Nós fizemos a reestruturação novamente daquele elenco, voltando na primeira semana de março, para tentar reestruturar novamente a base e formar novamente o sub-20 para entrar novamente no Campeonato Paulista. Mas o ciclo de uma base, a gente conta do Paulista, do início e o término na Copa São Paulo, que você consegue trabalhar um tempo maior com os jogadores. E comigo foi o contrário, eu cheguei na Copinha, já terminar o trabalho e remontar novamente o sub-20 para dar sequência e terminar no Paulista. Na base, tem duas palavras que eu levo muito que são o trabalho e o tempo e a gente precisa disso na base. Ainda mais a Portuguesa, que vem nessa transição. Você vê que o profissional teve uma campanha boa e a base está reestruturando novamente. A gente não tem as categorias de base e muito menos jogador. A gente tem que avaliar jogador, ir contra o tempo, avaliando os atletas, formá-los para colocá-los dentro da competição. A gente não tinha laço com os jogadores. Então, isso é hoje a dificuldade maior da Portuguesa. Mas, com essa estruturação, a gente tendo esse laço, a partir do meio do ano para o ano que vem, teremos uma base melhor.
Sub-20 da Lusa hoje
“Temos jogadores hoje que são de 2003, 2004 tem dois atletas há um ano no clube. Então você tem jogadores que já possuem um laço com o clube, que sabem que a Portuguesa é um clube gigante, que quando ela entra nas competições, ela sempre terá que entrar para ganhar. Então estamos passando para os jogadores. E estamos passando isso, correndo contra o tempo para além de conquistar títulos revelar jogadores também para o profissional e dar uma base, segmento. Hoje, o profissional, você vê que a campanha que fez na Série A2 do Paulista, onde foi campeão, conseguiu manter 70% do elenco para a Copa Paulista. Junto com essa comissão técnica e os jogadores isso vai facilitando cada vez mais o trabalho do clube e é essa tendência que estamos tentando fazer na base. Mas não tivemos este tempo e também o número de atletas. Um grupo geralmente tem 30 jogadores para trabalhar e nós não tínhamos isso. Então, estamos trabalhando, como diz alguns treinadores, trocando o pneu do carro em movimento. Trabalhar, buscar resultado e a performance dos jogadores para a Portuguesa”
Mudanças no elenco
“O sub-20 tinha 19 jogadores (…) Por exemplo o Hudson, disputou a Copinha comigo, Cristian, Rickson, João Victor. Eles vieram de um Campeonato Paulista horrível. Todo mundo falando: ‘Pô professor, foi horrível o nosso campeonato’, Mas eles falavam: ‘Monta em cima da hora (o time) e vai jogar’. Eles não tiveram uma sequência. Nós conseguimos uma performance na Copinha para jogar, pois tivemos 45 dias para trabalhar um grupo e conseguimos incluir esses jogadores dentro do processo, trazendo outros atletas. Eu fui atrás, com alguns amigos meus que tem conhecimento, e trouxemos o Carlinhos (Henrique, lateral esquerdo), o Robert que hoje os dois são da Portuguesa. Outros jogadores que vieram emprestados. Conseguimos fazer este ciclo na Copa São Paulo e subiram cinco jogadores que estavam com um tempo maior e ganhando esse laço de competição. É isso que precisamos ter na base. Esse tempo de preparação e esse laço, com um tempo e paciência. Eu sei que a Portuguesa, como um time grande, os torcedores as vezes não querem saber de tempo, mas dos resultado, performance. Isso a gente se cobra muito, mas na base, principalmente, a gente precisa ter este laço com os jogadores para ter uma performance melhor”.
Desenvolvimento do jogador x resultado
“A gente está neste processo de reconstrução na Portuguesa, a gente procura trabalhar para vencer e formar ao mesmo tempo, né. Estamos trabalhando para fazer o melhor para a competição e também formando este jogador. Mas como eu falei: a base demanda um tempo para o jogador chegar, criar um laço com o jogador, performá-lo em parte clínica, principalmente porque estes atletas têm muita oscilação na parte clínica, termos um contexto maior dele para que a gente possa ir formando. E isso demanda um tempo, mas a gente está fazendo este trabalho de integração com o profissional, que está nos ajudando muito. Então, estamos pulando muitas etapas. Por exemplo, estamos fazendo a parte física integrada com o profissional. De repente, o trabalho com o profissional a gente já está conduzindo os meninos para eles terem uma evolução para quando chegarem lá eles não terem um choque de gestão. Falarem: ‘pô na base não é isso…’ Então a gente está procurando trabalhar semelhante ao profissional, mas dentro da característica técnica e tática que eu tenho no grupo, mas na performance física, nessas performances estruturais, tentando espelhar o profissional, para que pulemos essa etapa e o jogador não tenha o choque de impressão. E como estamos próximos do profissional, a comissão técnica sempre nos acompanhando, isso está facilitando bastante. A gente procura revelar jogadores, mas revelá-los vencendo é sempre melhor”.
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