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Neste momento, não há outro caminho a seguir. A nossa única missão no sábado é apoiar incondicionalmente este time desde a hora em que sairmos de casa. Nosso papel será cantar durante os 90 minutos, incentivar cada passe, cada desarme, cada chute e cada ação tomada pelos jogadores.
Críticas e apontamentos são sempre necessários, mas não nesta semana, não neste momento, não agora. A comissão técnica e os jogadores têm plena consciência do que precisa ser feito dentro de campo. Tenho plena convicção de que a semana no CT será longa. Todos baterão na mesma tecla: o foco e a concentração que ficaram ausentes em Uberlândia. O desastroso jogo de ida precisa ficar no passado.
Não será a primeira vez, muito menos a última, que esse clube precisará da força da nossa torcida. Sei o quanto estamos cansados de, a todo momento, precisar dar aquele 1% a mais pela salvação do clube. No entanto, relembro que a sobrevivência do amor da nossa vida sempre passou por nós. Sempre passou por essa torcida que resiste, que não abandona e que nunca se cansa.
Quando faço uma retrospectiva da nossa história, é impossível não colocar a torcida como a principal protagonista. Juntos, construímos um estádio que é o símbolo da nossa resistência! Juntos, lutamos para que esse time não acabasse! Juntos, sustentamos esse time de pé sem nem saber como! Juntos, cantaremos no sábado até que a vitória venha.
Para nós, nada nunca foi fácil. Estamos acostumados a viver sob a eterna pressão do fim, a lutar e sempre lutar para garantir uma sobrevida, a respirar e comemorar como se não houvesse uma próxima vez. Lutar, resistir, persistir e insistir. Todas essas palavras definem a nós, torcedores
Esse discurso parece um filme repetido, o roteiro constante da épica luta pela sobrevivência. Porém, mais uma vez, o que nos resta é nos apegar a esse papel de protagonismo e seguir em frente. Se exigimos dos jogadores e da comissão técnica luta, garra e compromisso com essa camisa centenária, é nossa obrigação não jogar a toalha. É nossa obrigação acreditar, cantar e apoiar até o último segundo.
Nosso compromisso no sábado é com o nosso amor, é com o nosso time, é com a Cruz de Avis, que tanto orgulho temos de carregar; é com o Canindé, que simboliza nossa garra, nossa luta e nossa vontade inigualável de resistir e sobreviver a tudo e a todos.
* Tiago Cabral, 37 anos, privilegiado por ter visto a última era de ouro da Portuguesa. Súdito de Capitão, cover fracassado de Clemer e o maior anticandinho do Pari. Corneteiro profissional com análises totalmente ácidas quando se trata da Lusa.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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