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Pelo segundo ano seguido, a Lusa estreou no Campeonato Paulista diante do Palmeiras. Desta vez, jogando no Canindé, ainda que derrotada por 1 a 0, a imagem que fica é diametralmente oposta à deixada no ano passado.
Mesmo com diversos jogadores considerados reservas, a qualidade técnica do time do Palmeiras era indiscutivelmente superior. O clube vive uma realidade totalmente diferente da nossa, disputando campeonatos de nível competitivo muito mais alto do que aqueles com os quais nos acostumamos nos últimos tempos.
Na base da vontade e organização tática, a Portuguesa conseguiu equilibrar as ações da partida, ser superior em alguns momentos, e criar a sensação no torcedor de que não sairíamos derrotados. Até que veio a fatídica expulsão de Igor Torres, que mudou o rumo do jogo.
Mesmo com um homem a menos, a equipe rubro-verde criou boas oportunidades e um empate contra uma das melhores equipes do país não seria algo absurdo ou injusto.
A impressão que fica, para mim, é de que a pré-temporada foi bem feita, e existem muitos méritos no trabalho do técnico Fábio Matias até aqui. Contra adversários menos qualificados, a tendência é que consigamos pontuar e passar pelo estadual deste ano sem sustos.
Não se pode ignorar, porém, fragilidades que precisam de atenção. A principal delas é que não vejo no atual elenco alguém com boa capacidade de finalização, um camisa 9 do nível que o Paulistão exige, que tome conta da posição. As opções com essas características, hoje, são apenas Lohan, o jovem recém-promovido da base Keven Coloni, e o recém-contratado Matheus Cadorini. Este último sequer entrou na partida, por opção técnica, e a informação apurada é de que não vem treinando bem. Se essa lacuna no elenco nos fizer sofrer demais para marcar gols ao longo da competição, podemos nos complicar.
Os principais destaques positivos ficam para Maceió, para a segurança passada pelo goleiro Bruno Bertinato, qua já tinha feito uma boa série D, além das boas estreias do lateral João Vitor, do meia Zé Vitor e do atacante Renê.
Igor Torres fazia uma boa partida, mas a expulsão, demonstrando um completo descontrole emocional do jogador, acabou soterrando tudo o que tinha sido feito até ali.
Hudson, com sua fraca atuação, deve perder a titularidade nas próximas rodadas, caso Mateus Cecchini demonstre condições de assumir a camisa 5.
Negativamente, também, destaco a atuação de Gabriel Pires. A expectativa é de que ele seja a referência técnica deste elenco, porém, demonstrou certa lentidão e falta de dinamismo para conseguir se livrar da boa marcação palmeirense em cima dele.
Quem acompanhou o início de trabalho da SAF no ano passado, percebe uma nítida evolução. O desafio, agora, é seguir evoluindo, para que os pontos positivos mostrados na estreia não sejam esquecidos em mais um oceano de desespero e luta contra o rebaixamento no Campeonato Paulista. Por enquanto, sigo com os pés no chão, mas vejo motivos para ficar otimista.
* Apaixonado pela Associação Portuguesa de Desportos, João Geraldes acompanha de perto o dia a dia da Lusa, sua história, bastidores e desafios dentro e fora de campo. Com olhar atento e crítico, expõe suas opiniões de forma sincera e independente.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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