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Uma derrota e vários sinais de alerta

Portuguesa perdeu para o Madureira por 1 a 0 e tem ajustes para o confronto com o Água Santa

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Foto: Vinicius Gentil/Portuguesa

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No último sábado (9), a Portuguesa sofreu sua primeira derrota neste Campeonato Brasileiro da Série D. Os motivos podem ser citados às dezenas, basta olhar os comentários nas postagens do Instagram deste portal, por exemplo, para entender a temperatura e a insatisfação dos torcedores com o desempenho do time. 

Para quem acompanha o NETLUSA, seja nos programas que antecedem os jogos (os Esquentas), seja nos Debates, o revés ante o Madureira já era esperado. A frase “vence, mas não convence” dita pouco mais de uma semana atrás não é chavão, tampouco mau humor de torcedor. É justamente porque o futebol apresentando pelos comandados de Ademir Fesan não corresponde aos anseios e a pretensão do acesso à Série C.

Dando voz à torcida, a Portuguesa joga mal, não tem intensidade e, infelizmente, não possui poder e/ou força mental de reação. Some-se a essas “broncas”, falta entrosamento, esquema tático definido e nível físico. Se isso for falso, então, não há outra explicação: o time tira mesmo o pé o segundo tempo.

Por quê? Só Fesan poderá responder. Afinal, o comandante dessa nau é ele. Seus resultados com Internacional de Limeira e com Água Santa foram positivos e a reação de torcedores de ambas as torcidas são prova disso.

Dentre alguns dos problemas vividos pelo time um deles causa estranheza. Maceió e Igor Torres, os homens de frente, que brilharam no Paulista (o primeiro) e nos jogos de Copa do brasil (o segundo), desaprenderam a jogar futebol? Isso não é possível. Mas então por que estão apáticos e não correspondem ao que se espera deles? 

É fato que este campeonato, até mesmo pelo aumento no número de times (passando de 64 para 96), tem ares de maratona: não adianta gastar fôlego e pernas no início. É preciso preparo para saber sofrer no durante e meio da prova; e ter espírito forte e bom treinamento para alcançar o sprint da linha de chegada. 

Entretanto, os dois jogadores poderiam estar liderando a Portuguesa e até quem sabe, brigando pela artilharia. Uma das broncas da torcida e observação muitas vezes comentada nas lives do Netlusa é justamente o desperdício de lances de gol — e eles bem poderiam estar contribuindo para que isso não acontecesse. 

Técnico e comissão ainda têm tempo para corrigir erros, aparar possíveis problemas pessoais e interpessoais de atletas, promover uns, desagradar outros, tudo isso por um bem maior: o tão sonhado acesso a Série C. 

Até lá há muito a ser esclarecido e melhorado. A começar pela saída antecipada de Guilherme Santos, que foi liberado mais cedo, após a derrota para o Madureira, pelo vice-presidente de futebol, Tadeu Oliveira, sem o conhecimento ou consulta a Fesan.

Pelo imbróglio no dia e o que está rendendo, talvez seja interessante e honesto Tadeu esclarecer o que houve. Se a SAF foi a público falar em números, desempenho e outras conquistas em quase um ano e meio de administração, seria de bom tom também convocar jogadores, torcedores e imprensa a fim de esclarecer uma ordem como essa sem consulta ao responsável direto pelos atletas rubro-verdes.

* Edgar Lopes, jornalista há mais de 25 anos, orgulhoso de ter gritado gols – muitos gols – de Dener, Tico, Bentinho e Cia. Vive entre o amor dos anos 90, a tristeza de 2002 e o ódio de 2013. ¿Te das cuenta, Benjamín? El tipo puede cambiar de todo: de cara, de casa, de familia… de novia, de religión, de Dios… pero hay una cosa que no puede cambiar, Benjamín… no puede cambiar… de pasión. — Pablo Sandoval, em “O Segredo dos Seus Olhos”.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA

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