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Eu sempre ouvi com atenção e admiração as histórias daqueles que enquanto jovens, e tiveram o privilégio de ver a melhor e maior Portuguesa de todos os tempos dos anos 1950.
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E hoje, aos 37 anos, eu consigo entendê-los (pelo menos um pouco), por que sentiam a nostalgia daqueles tempos justamente enquanto eu enlouquecia no ápice dos anos 1990, com a Portuguesa protagonizando disputas de títulos no cenário nacional, ainda por cima, na 1ª Divisão. Imaginem vocês, que nasceram depois de 2002, saber que o seu clube do coração, já foi protagonista de todos os cenários possíveis, seja ele: estadual, nacional, internacional e ainda por cima, ser base da seleção brasileira, antes da primeira tão sonhada estrela, das 5 conquistadas até hoje, sem falar que nas 3 primeiras, sempre tivemos, pelo menos 1 jogador do nosso convocado.
Nessa carta aberta ao torcedor, independentemente da idade de quem estiver lendo ou ouvindo, eu gostaria de resgatar alguns pontos e de uma vez por todas, olharmos para frente, sem esquecermos de onde viemos, o que passamos, onde estamos e onde queremos chegar e como passaremos.
Nos tempos mais turvos, precisamente os últimos 23 anos, eu conseguia ver nem que fosse uma fagulha no horizonte, hoje, é possível respirar fundo e ver uma imagem panorâmica, com muitas lições que esse mesmo passado nos trouxe até aqui.
E para os próximos 105 anos, eu gostaria de desejar algumas coisas muito sinceras:
Desejo que todas as lições sirvam de alertas, para que os erros não sejam repetidos, que as glórias sejam enaltecidas e não nos ceguem, causem miopia ou nos ensurdeçam e que jamais a soberba não nos contamine. E que o tempo, (e principalmente o que fizermos com ele daqui para frente), cure os traumas do passado e não nos impeçam de desfrutar novas e maiores alegrias, com muita determinação, garra e a resiliência não nos abandone.
Que possamos curtir as últimas partidas oficiais no velho Canindé e que a nova Arena, seja motivo de orgulho, por sobrevivermos aos pesadelos, a inercia e podermos finalmente, voltar a sonhar com grandes conquistas e que cada lembrança boa seja fortalecida em cada pedaço da nossa sagrada arquibancada ao redor do campo, aquela mesma que já foi de madeira, que alagava, que virou concreto e amanhã serão cadeiras modernas.
Que a nossa torcida não perca a essência, independentemente do tamanho, siga incentivando os 90, 120, e até nos pênaltis se necessário, como verdadeiros guerreiros que honraram a Cruz de Avis, tanto quanto os primeiros em 1385 e hoje agrega muito além da coletividade portuguesa, todos os povos, credos, etnias desde a sua fundação. Me orgulha muito em saber, que a história da Portuguesa não precisa de revisionismo, ela é o que é, com erros e principalmente acertos.
Gostaria de deixar aqui a minha sincera mensagem, em especial às senhoras e senhores que nos apresentaram a Portuguesa as nossas existências:
Desejo que mais do que nunca, que vocês possam ver pelo menos uma vez novamente, a nossa Lusa no topo de um pódio na primeira divisão, que seja uma verdadeira catarse, nem que sejam por esses últimos 55 anos, com título dividido, 3 vices e tantos “quases”, muitas vezes interrompidos por árbitros, goleiros, talismãs e elencos iluminados do lado adversário. Por vocês, que conheceram todas as camadas do “inferno futebolístico”, muito mais do que Virgilio que guiou Dante na as camadas mais fundas na Divina Comédia, e a cada descenso que pensávamos que não dalí não passaria, no fim chegamos ao nada. Vocês merecem viver a alegria que cura todas as dores e enfermidades. Eu poderia descrever cada uma dessas feridas com uma riqueza de detalhes, mas não é necessário, pois sei o quanto todos já sofreram por ver ao vivo ou dessas passagens serem verdadeiros pesadelos.
Se chegamos vivos e sãos até hoje, é porque somos dignos de viver coisas maiores e melhores, e voltamos a ter a capacidade de sonhar. O meu por exemplo, foi um mantra de uma palavra só, que venho repetindo há pelo menos 12 anos: #Voltaremos.
Fiz questão de descrever isso ao máximo de coisas que remetiam a Portuguesa publicamente, até mesmo quando faziam questão de que o tempo se encarregasse da nossa extinção.
Lembram daquela fagulha que disse acima? Voltar jogando no campo, é exatamente isso.
Quero deixar registrado também, os meus sinceros PARABÉNS, a você torcedor, que nunca desistiu desse amor, muitas vezes tóxico, mas genuíno.
Se alguém, algum dia, duvidar da sua coragem, lealdade e amor sem esperar nada em troca, deixem que as suas lágrimas e seu sorriso sincero falem por si.
E para cada acesso que tenhamos pela frente e principalmente as conquistas que virão, COMEMORE, MAS COMEMORE MUITO, por todos os “quases” que “bateram na trave”, tanto aqueles que te contaram e principalmente aqueles que você presenciou e por todos que gostariam de viver esses momentos espetaculares que estarão por vir.
E por aqueles que te ensinaram a amar essas cores, esse escudo e essa camisa.
Da nossa querida e eterna, Associação Portuguesa de Desportos, hoje e sempre em 14 de agosto de 1920 e que resistiu a tudo e completou 100 anos em 2020 e com o recomeço de 14 de novembro de 2024.
* Respirando futebol desde 1988, Bruno Lucena administrador por formação, gestor de produtos digitais por escolha, e lusitano por amor genuíno. Nesta coluna, compartilho reflexões e análises de quem aprendeu que no futebol, e na vida, esperança não se explica, se carrega até o apito final. Até o último tremoço, pipoca e amendoim.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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