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Dois jogos, duas derrotas. E lá se vai o primeiro quarto do Campeonato Paulista. É verdade que os jogos não foram vergonhosos: derrotas pelo placar mínimo, com diversos momentos parelhos. Se tivessem sido 0 a 0 ou até 1 a 0 para nós, não seria coisa de outro mundo. Mas não foram, e num torneio tão rápido, isso faz toda a diferença. O sinal amarelo está piscando.
A diretoria anunciou ingressos gratuitos para o jogo contra o Velo Clube. Nosso time tem condições de vencer – e vencer bem. É importante que criemos uma atmosfera de apoio, porque deve ser um dos famosos “jogos de seis pontos”. Até um empate já seria desastroso, levando em conta que em seguida temos um jogo difícil contra o São Paulo no Morumbi (o que marca a metade do campeonato).
Mas o que define um “jogo de seis pontos”? Em tese, é aquela lógica: se eu vencer, não só conquisto três pontos na tabela como impeço meu concorrente direto de fazer três pontos. Juntando as duas coisas, dá seis.
Refletindo um pouco, de certa forma a gente só descobre quais desses “jogos de seis pontos” foram decisivos mesmo ao fim do campeonato, com a tabela definitiva. Tem time que a gente imagina que vá brigar para não cair, e acaba passando de fase, enquanto outros que não estavam cotados brigam para não cair.
Um exemplo é o próprio Capivariano. Em tese é um dos times mais fracos do torneio. Mas nos próximos três jogos, enfrentam Ponte e Primavera em casa, visitando o Noroeste entre eles. Se fizerem entre 4 e 6 pontos nessa sequência, algo bem plausível, já se afastariam da briga pela queda. E aí nossa derrota continua sendo dolorosa, mas deixaria de ser um confronto tão direto pelo rebaixamento.
Acredito que em mais algumas rodadas teremos uma noção melhor de quem realmente briga pela queda e quem não. Pelo que a Portuguesa demonstrou até agora, é provável que estejamos no pelotão dos fundos.
O Velo Clube, por exemplo, enfrenta Ponte, Lusa e Guarani. A Ponte joga contra Velo e Capivariano. O Guarani diante de Velo e Portuguesa. O Primavera, por sua vez, não tem nenhum confronto direto contra os times citados – o que também pode ser bom para nós, já que pegam times teoricamente mais difíceis.
Ou seja, teremos rivais diretos pela queda pontuando. Que nós estejamos entre eles!
Abaixo os jogos que faltam para cada equipe no Paulistão (vale lembrar que Lusa e Guarani têm um jogo a mais que o restante):
PORTUGUESA
Velo Clube (C)
São Paulo (F)
Guarani (C)
Primavera (F)
Ponte Preta (C)
Mirassol (F)
VELO CLUBE
Ponte Preta (F)
Portuguesa (F)
Guarani (C)
Corinthians (C)
Noroeste (F)
Bragantino (C)
Santos (F)
PONTE PRETA
Velo Clube (C)
Capivariano (F)
São Bernardo (C)
Noroeste (C)
Guarani (F)
Portuguesa (F)
São Paulo (C)
GUARANI
Santos (C)
Velo Clube (F)
Portuguesa (F)
Ponte Preta (C)
Botafogo (C)
Palmeiras (F)
PRIMAVERA
Mirassol (C)
Novorizontino (C)
Botafogo (F)
Capivariano (F)
Portuguesa (C)
São Paulo (F)
Noroeste (C)
CAPIVARIANO
Ponte Preta (C)
Noroeste (F)
Primavera (C)
Corinthians (F)
Mirassol (C)
Botafogo (F)
NOROESTE
Botafogo (F)
São Bernardo (F)
Capivariano (C)
Ponte Preta (F)
Velo Clube (C)
Santos (C)
Primavera (F)
* André Carlos Zorzi é jornalista, autor de “Para Nós És Sempre O Time Campeão – A Portuguesa de 1996” e coautor de “Lusa: 100 Anos de Amor e Luta”.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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