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As eleições de 2022 acabaram em 30 de outubro, e o placar final foi bem acirrado. Assim como no futebol, quem torce pra quem vence fica feliz, e os que apoiam quem perde ficam inconformados. Se entre familiares, amigos, colegas de trabalho ou estudo já nos deparamos com diversos casos de ânimos acirrados e cortes de relações, imagine entre uma torcida de futebol?
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Ainda que o pleito possa ser considerado um divisor de águas, um momento histórico – assim como aconteceu há quatro anos – a vida continua para todo mundo.
Eu entendo quem fica decepcionado com um amigo ou conhecido de longa data que tenha feito campanha para o lado contrário de forma muito assídua, ou em alguns casos, até ofensiva. Mas lembremos que em janeiro vem a Série A1, e ali estaremos todos no mesmo barco, e o que nos une por 90 minutos é a Portuguesa.
Espero que até lá a transição seja feita de forma pacífica e os ânimos tenham esfriado, porque as arquibancadas do Canindé vão precisar de harmonia. Alguém aqui deixaria de comemorar gol da Lusa se o atacante tivesse declarado voto em A ou B? Ou se incomodaria com um título conquistado na gestão de um dirigente que pense o oposto do que você?
Nós, que vivemos na mesma cidade que a Portuguesa, em janeiro estaremos sob o comando dos senhores Ricardo Nunes (prefeito, MDB), Tarcísio de Freitas (Governador, Republicanos) e Lula (Presidente, PT). Três pessoas diferentes, com ideias e trajetórias de vida diferentes, mas cujas decisões e atitudes impactarão nas nossas vidas.
Acho que dificilmente exista muita gente que seja grande fã dos três simultaneamente. Mas não é justamente essa a parte fascinante da democracia?
* André Carlos Zorzi é jornalista, autor de “Para Nós És Sempre O Time Campeão – A Portuguesa de 1996” e coautor de “Lusa: 100 Anos de Amor e Luta”.
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