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A CBF anunciou nesta semana uma série de mudanças para 2026, que abrangem todas as divisões nacionais. E desta vez, ao meu ver, foram mudanças favoráveis à Lusa.
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Em outras ocasiões, demos certo azar. Como na mudança do ranking histórico (no qual íamos bem) para o ranking recente logo quando sofremos a queda livre nas divisões. Ou quando poucos anos depois de conquistarmos campanhas de destaque na Série A, a federação ter dado mais vagas para a Libertadores via o torneio (fomos vice à época em que só o campeão participava).
Entre elas, destaco:
– Os 32 melhores clubes da Série D garantem vaga à competição no ano seguinte (atualmente, temos os quatro que sobem à C e nada mais)
– Aumento da quantidade de participantes (ou seja, caso não conquistemos o acesso, a expectativa é que seja menos difícil conquistar uma vaga)
– Times da Série A ganham vaga na Copa do Brasil (com isso, facilita a chance de conquistar uma vaga para o torneio via Paulistão, ainda que a quantidade de vagas permaneça igual)
– Criação da Copa Sul-Sudeste (num primeiro momento, parece difícil que joguemos. Mas como o Paulistão é repleto de times que jogam torneios da Conmebol, pode ser que a vaga venha num futuro)
Uma que pode ter efeito imediato para nós é a Copa do Brasil. Caso nenhum paulista seja rebaixado na Série A e Ponte Preta/Guarani ou Novorizontino sejam campeões de suas divisões, a Lusa herdaria uma vaga.
Apesar das boas notícias e do otimismo, é sempre bom ressaltar: não adianta mudança alguma se a Lusa não fizer a parte dela. Nas duas participações mais recentes na Série D, nós de fato conseguimos estar entre os 32 melhores colocados. Porém, fomos eliminados no primeiro mata-mata, o que, no novo formato, não seria o suficiente para garantir vaga no ano seguinte.
Paulistão 2025
Sobre o Paulistão, ainda não há confirmação de como será o formato. Mas vou levar como base a informação divulgada por Marcel Rizzo, do Estadão. Basicamente:
– 16 times numa tabela de pontos corridos.
– 8 jogos na 1ª fase (ou seja, NÃO jogam todos contra todos)
Se deduzirmos que vão manter o rebaixamento para dois times, pode ser que fique ainda mais inconstante a ‘dança das cadeiras’ pelas últimas posições, já que vai dependender muito do sorteio de confrontos da fase inicial.
Por outro lado, se pegarmos o aproveitamento mínimo (arredondando para cima) que salvaria um time do rebaixamento nos últimos cinco anos, teríamos: 20% (2025), 23% (2024), 28% (2023), 26% (2022), 26% (2021).
Se colocarmos a faixa de 30% de aproveitamento como meta para evitar a queda, isso dá cerca de 7 pontos (2 vitórias e 1 empate) em 8 jogos. Parece pouco, mas num torneio rápido e parelho, é possível que tenhamos dificuldades. Relembrando nossos resultados nos últimos anos (e com quatro jogos a mais, já que foram 12 na 1ª fase):
– Em 2023, tivemos 2 vitórias e 4 empates (27,8% de aproveitamento)
– Em 2024, tivemos 3 vitórias e 1 empate (27,8% de aproveitamento)
– Em 2025, tivemos 2 vitórias e 7 empates (36,1% de aproveitamento)
Porém, minha aposta é que o aproveitamento dos times rebaixados seja até menor, pela redução de um terço das partidas. Vai ser uma ‘briga de foice’ influenciada também pelo sorteios. Mas, por enquanto, é só especulação. Vamos ver em breve quando surgirem mais detalhes.
* André Carlos Zorzi é jornalista, autor de “Para Nós És Sempre O Time Campeão – A Portuguesa de 1996” e coautor de “Lusa: 100 Anos de Amor e Luta”.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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