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André Carlos Zorzi: O gol do Frontini

Nem parece, mas já faz 10 anos

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Foto: Divulgação/Portuguesa

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Olho o calendário e reparo que já estamos indo para a terceira semana de outubro. Veio uma lembrança do dia 17, mas no ano 2015. E nessa memória, logo no início, tinha um gol do Frontini.

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Vínhamos de uma sequência de ‘azares’ jogando em casa contra o Vila Nova. Em 2010, foi uma derrota para eles no Canindé que deu toda a confusão que culminou na saída do Edno e René Simões (e da perda de mando).

Em 2011, a sequência era incrível: 10 vitórias nos 12 jogos anteriores. Vencemos o Vitória no Barradão, a Ponte no Moisés, o Criciúma em casa e o Sport na ilha. Líder isolada, quatro pontos na frente do 2º colocado. O próximo adversário brigava para não cair. Jogo fácil, no Canindé. Mas era o Vila Nova: perdemos por 1 a 0.

O jogo seguinte no estádio foi em 2014. Ambos rebaixados. 38ª rodada da Série B, com 307 pagantes. Eu fui. Na época pensei: “Não sei quando vai ser a próxima vez que vou ver a Lusa na segundona”. Ainda não descobri. Acabou 3 a 2 para eles.

E aí veio 2015. Pela primeira vez na história, disputávamos a Série C. Mas podia ser só um ‘bate-volta’, breve acidente de percurso.

Classificamos na fase inicial. Pegamos o 3º colocado do outro grupo. O estádio cheio. Logo no começo, o tal gol do Frontini. Não deu nem mais cinco minutos, outro gol do Frontini.

Foi um balde (ou duas garrafas?) de água fria. Lembro que tentei animar o pessoal ali à volta de onde eu estava, em vão. Chegamos a diminuir, mas já era tarde. Se não fossem aqueles gols do Frontini, seria tudo diferente?

A Lusa voltaria àquele ‘elevador’ entre as séries A e B, igual ao Avaí, Coritiba, Sport, Atlético-GO, entre outros? Ou só teríamos atrasado a queda à D em dois anos?

Nunca vamos saber. O que eu sei é que 10 anos depois eu ainda olho o calendário e me lembro do gol do Frontini.

* André Carlos Zorzi é jornalista, autor de “Para Nós És Sempre O Time Campeão – A Portuguesa de 1996” e coautor de “Lusa: 100 Anos de Amor e Luta”.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA

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