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Restando apenas um jogo para fechar a fase de grupos, a Portuguesa ganhou do Pouso Alegre de virada e tem a liderança garantida até o encontro com a xará carioca no sábado (6).
Ao longo dos nove jogos disputados houve um contraste de opiniões sobre o que o time vem desempenhando, prova disso são as lives deste portal no YouTube e o que se lê nas redes sociais, para não dizer do óbvio, nas arquibancadas.
Longe de ser um elenco que jogue bonito e dê show, a Portuguesa até aqui cumpriu seu papel: classificou-se e tem a chance de terminar em primeiro no grupo. Isto por si só é motivo de orgulho e de reconhecimento, mas paira no ar uma desconfiança: e quando jogar com adversários mais fortes e/ou que imprimam um estilo de jogo mais agressivo?
O portal NETLUSA trouxe no último domingo (31) declarações de Gustavo Salomão e Ademir Fesan que contrapõem opiniões de parcela da torcida. Frases como “manter esse espírito competitivo, entregar tudo até na última bola” e “parabenizar toda a equipe pela entrega” parecem redundantes, mas, acima de tudo, representam um olhar e uma postura elogiáveis. Porém, ainda assim, há o que se observar do desempenho e do que é dito.
Partidas, por exemplo, como contra América-RJ pela terceira rodada e Madureira na sexta mostraram um time que se acuou diante de adversários inferiores. No caso do primeiro, que até então só havia perdido, cedeu o empate aos 44 minutos da etapa final; já com o segundo, apesar de tumultuado (mais do que disputado) no início, perdeu o jogo e a invencibilidade — além de um fato extracampo que ainda dá o que falar.
O verbo não é mero acaso aqui. Declarações como nessa ocasião, como as de ontem após a vitória e, inclua-se aí, a postagem do presidente da SAF da Portuguesa, Alex Bourgeois, dão o tom de um guerra de narrativas.
Para parte da torcida há algumas dúvidas, dentre elas: se os resultados viessem e houvesse uma constância e consistência de jogo seriam necessárias frases afirmativas ou até ácidas em redes sociais para validar ou justificar o que está sendo feito?
Parece que não. O discurso uníssono entre jogadores e treinador — este, aliás, apontado como um defensor do grupo pelos próprios atletas —, além da bronca de Bourgeois com alguns torcedores não são discursos vazios. Pelo contrário, dá sinais de que estão dispostos a tudo pelo sucesso do projeto deste ano (escusado repetir qual seja), embora em tons diferentes.
Contudo, entre falar e fazer vão algumas léguas de caminho. Os torcedores, de forma unânime, acredito, querem o título. Pois que as frases dessas pessoas não sejam palavras ao vento, porque outra competição começará em breve. Se um outro time também iniciar a fase mata-mata que está por vir, e progredir como se deseja, talvez, no final, todos (jogadores, treinador, presidente e torcida) digam juntos uma só palavra: CONSEGUIMOS.
* Edgar Lopes, jornalista há mais de 25 anos, orgulhoso de ter gritado gols – muitos gols – de Dener, Tico, Bentinho e Cia. Vive entre o amor dos anos 90, a tristeza de 2002 e o ódio de 2013. ¿Te das cuenta, Benjamín? El tipo puede cambiar de todo: de cara, de casa, de familia… de novia, de religión, de Dios… pero hay una cosa que no puede cambiar, Benjamín… no puede cambiar… de pasión. — Pablo Sandoval, em “O Segredo dos Seus Olhos”.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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