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A falta de datas das partidas do calendário da Série D do Campeonato Brasileiro deste ano deixa torcedores apreensivos e angustiados. Motivos? Depende de quem esteja lendo isto.
Pode ser por abstinência de ver a Portuguesa no Canindé. Pode ser por preocupação do aumento do assédio ao elenco lusitano cada vez mais forte. Pode ser também por observar uma certa morosidade e desorganização da entidade que comanda o futebol nacional.
Após quatro dias de folga, jogadores e comissão técnica deram início (oficialmente) aos treinos visando a disputa na D e um objeto claro: o acesso à Série C.
No NETLUSA Debate da última segunda-feira (23), Chrystian Gedra, Adão Junior e eu debatemos o que esperar do campeonato mais importante para a Portuguesa no ano. É consenso que o elenco vem sofrendo um assédio que não víamos há alguns anos e ele é resultado de seu desempenho no Campeonato Paulista (5V-1E-3D).
Maceió e João Vitor foram ao lado de Zé Vitor, Gabriel Pires, Renê e Guilherme Portuga destaques a tal ponto de continuarem a serem assediados por times da Série A. Isto não quer dizer que os demais nomes não tenham jogado bem; pelo contrário, foi o trabalho do conjunto que levou a Portuguesa ao mata-mata e a ganhar os holofotes de imprensa e de empresários.
Tanto Maceió quanto João Vitor, sem contar o próprio Fabio Matias, estão sob os olhares e a sede de desmonte por adversários. Se a preparação e o foco antecedem o sucesso. A constância e a consistência podem render ainda mais êxitos.
Mas afinal como conectar isso tudo com a Série D que sequer temos calendário? A resposta está num trabalho conjunto onde ninguém pode se omitir de responsabilidades. A SAF deve blindar jogadores e comissão técnica a fim de que não se perca (mais) peças importantes para o que virá. Estes, por sua vez, precisam estar unidos (com todo o sentido que essa expressão carrega) para que influências externas não interfiram em seu trabalho e objetivo.
Se a Lusa dos últimos 20 anos foi um arremedo do que temos visto desde 10 de janeiro, e as três edições anteriores do Paulista sequer são base de comparação para o desempenho de 2026, isso já é uma boa resposta do porquê programas de TV, de rádio e podcasts querem conversar com nossos atletas. Explica muito e também a razão da procura dos clubes por jogadores e pelo técnico rubro-verde.
O que fazer com essa boa fase e exposição? Vencer a Série D e sair de uma vez por todas de uma das competições mais duras, difíceis e esquisitas — em todos os aspectos — do calendário oficial brasileiro.
EXTRA-CAMPO
Se dentro de campo a Portuguesa apareceu como há décadas não víamos, fora dele a administração tem dado mostras de que é um novo momento. Eventos como receber e presentear com camisas oficiais a banda portuguesa Moonspell, firmar patrocínio com Mansão Maromba, do influencer Toguro e a homenagem à escritora Carolina Maria de Jesus são boas formas de valorizar a marca e extrapolar a torcida.
A comunicação e o marketing têm trabalhado de maneira integrada e dando contribuições interessantes ao olhar para além da colônia e da nossa já diminuta torcida. Talvez, uma expressão que represente o momento vivido dentro e fora de campo seja “olhar além dos muros“. Seu entendimento pode ser de superar limitações, enxergar além das aparências, ter uma visão ampla, estratégica ou empática de uma situação, indo além do óbvio ou do ambiente imediato.
Para o time que entra em campo não sabemos quando e para a SAF que precisa gerar faturamento e lucro a metáfora cai bem. Antes, porém, é preciso fazer o “básico”: correr, jogar forte e sério, usar a malandragem quando necessário e evitar que árbitros façam furos em nossa nau. O porto que queremos tem nome e é só disso que se fala: Série C.
Vamos à luta!
* Edgar Lopes, jornalista há mais de 25 anos, orgulhoso de ter gritado gols – muitos gols – de Dener, Tico, Bentinho e Cia. Vive entre o amor dos anos 90, a tristeza de 2002 e o ódio de 2013. ¿Te das cuenta, Benjamín? El tipo puede cambiar de todo: de cara, de casa, de familia… de novia, de religión, de Dios… pero hay una cosa que no puede cambiar, Benjamín… no puede cambiar… de pasión. — Pablo Sandoval, em “O Segredo dos Seus Olhos”.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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