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Conselheiro da oposição critica SAF e acusa presidente

Armando Gonçalves voltou a questionar a gestão do clube, apontou falta de transparência e citou até relação com o crime organizado

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Foto: Reprodução/Instagram

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O conselheiro Armando Gonçalves, representante da oposição na Portuguesa, concedeu entrevista ao programa Mundo dos Esportes, da Rádio Bandeirantes, no último fim de semana. Durante a conversa, ele explicou a razão de ter desistido de sua candidatura para as próximas eleições presidenciais do clube. Segundo Armando, a decisão foi tomada em conjunto com outros oposicionistas.

“Conversando com os pares, achamos que não era bom participar do certame, por conta da confusão que está tendo”, afirmou. Ele reiterou que não considera o atual modelo de SAF o ideal, embora o processo tenha seguido todos os ritos previstos pelo clube.

Antes da chegada da atual gestão, Armando foi o responsável por apresentar à Portuguesa uma suposta proposta de um grupo inglês interessado em adquirir a SAF, negócio que nunca avançou. Apesar disso, ele mantém críticas ao formato implementado e disse não ver segurança no cenário atual. “A gente não entende que essa SAF seja o melhor negócio pra Portuguesa e, já que ela está aí, acho que o pessoal que apoiou ela tem que conduzir”, declarou.

Acusações sobre crime organizado e questionamentos ao contrato

Na entrevista, Armando afirmou estar preocupado com reportagens recentes que mencionam possível envolvimento de empresas ligadas ao projeto com organizações criminosas. “Me preocupa muito o que a imprensa tem noticiado sobre crime organizado e, enquanto isso não for esclarecido, a gente achou melhor recuar”, disse. Ele voltou a criticar o contrato da SAF, alegando que o documento final não refletiu as discussões prévias. “Foi feita uma pauta de 72 páginas com várias ressalvas e depois assinaram um contrato de mais de 200 páginas, quadripartite”, afirmou, mencionando Portuguesa, Tauá, Revee e XP. 

O conselheiro também questionou a capacidade financeira e o envolvimento das empresas no projeto. Segundo ele, a Tauá tem capital social de 200 reais, o que seria inconcebível para administrar um clube como a Lusa.

Acusações contra Castanheira

Armando ainda direcionou críticas ao presidente da Portuguesa, Antonio Carlos Castanheira, que é o representante do clube na estrutura da SAF. “Nosso representante da SAF é o próprio presidente Castanheira, que se auto-nomeou, ele não perguntou a ninguém”, disse. Ele também mencionou uma denúncia sobre uma possível remuneração que Castanheira teria recebido de outra SAF. “Tem uma denúncia de que ele estava recebendo remuneração de uma outra SAF do Grupo Águia, e ele confessou que receberia 5% da SAF”, afirmou durante a entrevista.

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