Início Notícias da Portuguesa Castanheira relembra imbróglio da SAF e rasga elogios a investidores: “Pessoas gabaritadas”

Castanheira relembra imbróglio da SAF e rasga elogios a investidores: “Pessoas gabaritadas”

Presidente da Associação está depositando confiança no trabalho da SAF e aposta em um bom futuro para a Lusa

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Foto: Ronaldo Barreto/NETLUSA

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Somente depois de cinco meses da aprovação foi possível o registro da SAF da Portuguesa. Isso aconteceu devido a um imbróglio interno que envolveu ressalvas do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) ao acordo de venda à Tauá Partners.

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O grupo comprou 80% do futebol, enquanto os 20% restantes seguiram com a associativo. Em entrevista ao NETLUSA Debate, na última quarta-feira (2), Antonio Carlos Castanheira, presidente da Lusa, questionou as tentativas de atrapalhar a transformação, mesmo diante da ampla aprovação, tanto interna quanto externa, comprovada na votação.

“O que deveria ser uma coisa normal, depois de uma aprovação por unanimidade no próprio COF, aprovação por aclamação no Conselho, esmagadora pelos sócios e esmagadora pelos próprios torcedores. Acho que o mundo queria ver a Portuguesa se transformar em futebol empresa, numa SAF, ver a Portuguesa profissional. Foram praticamente 25 anos no ostracismo, e na hora de oficializar, depois de todas essas aprovações, a gente ainda passa esses perrengues todos”, disse.

“Já não vale nem a pena a gente ficar debatendo os motivos reais do que aconteceu, o problema do presidente da Assembleia, que pediu para voltar o assunto ao COF, o que depois causou um transtorno enorme porque a gente precisava registrar a Portuguesa na federação e na própria CBF. Os órgãos pediram que a gente finalizasse o processo todo porque realmente não pode fazer as coisas pela metade, e nós tivemos que correr atrás de uma exigência que foi posterior a declaração do presidente da Assembleia para fazer uma nova Assembleia, então foi ratificar o que já foi ratificado”, complementou Castanheira.

Os sócios da Lusa precisaram ser convocados novamente em março desse ano, mesmo após a aprovação em novembro do ano passado, para que votassem a ata retificada da Assembleia Geral. O resultado foi ainda mais positivo, e para Castanheira serviu para reafirmar o quanto a SAF era esperada.

“Mostrou que realmente a torcida e a comunidade queria a SAF, só ratificou, foi ainda mais esmagadora, com apenas três votos contrários. Na outra tinham 26. Serviu para atrapalhar, para ter essa dificuldade, mas a gente conseguiu passar por cima, registramos na federação, na CBF, no cartório e a SAF está homologada e pronta para honrar o compromisso com a gente. Esperamos e vamos dar todo apoio a eles. É óbvio, todos nós, torcedores do bem, queremos que a SAF dê certo. Só torce para a SAF dar errado quem não é Portuguesa, melhor torcer para outro time, aliás, ir embora do Canindé”, afirmou o mandatário.

RELAÇÃO

Recentemente elogiado por Alex Bourgeois, presidente da SAF, Castanheira confirmou que tem uma ótima relação com os investidores do futebol lusitano. Na visão do mandatário do associativo, o departamento está em boas mãos e cercado de profissionais competentes.

“A nossa relação é fantástica. Já estou com eles, desde o início das negociações, há oito meses. Quando percebi não apenas a categoria técnica e o alto grau de comprometimento e entendimento do que está sendo feito, entendi que estamos nas mãos das pessoas certas. São pessoas gabaritadas, com histórico profissional, com idoneidade, e cada dia a gente se relaciona e vai ficando muito mais bacana. O Alex [Bourgeois] sabe o que está fazendo no futebol, conversamos bastante, jantamos quinzenalmente. O André [Berenguer] é um alto executivo de nível, o Mingoni, o Barreto, os sócios da SAF, são pessoas de alto calibre técnico. Não tenho dúvida de que cada mês que passa, os contatos entre SAF e Associação vão se estreitando, afunilando, para chegar no ambiente de trabalho que queremos com competitividade, compromisso, respeito, seriedade, idoneidade, um ambiente leve de que todo mundo é comprometido, leal e respeitando todos os processos para o final que a gente quer, estando na Série A, como no planejamento dos cinco anos. Então temos que abraçar a SAF. Pode ter certeza, qualquer outro investidor, nesse imbróglio, já teria ido embora”, concluiu.

Com os trâmites resolvidos internamente, o departamento jurídico da Portuguesa pôde registrar a SAF no cartório, o que permitiu também a homologação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Agora, os jogadores podem ser registrados no novo formato e a Lusa está liberada para receber premiações e cotas de participações.

Assista à entrevista de Antonio Carlos Castanheira no NETLUSA Debate:

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