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A Justiça paulista deferiu neste sábado o pedido de recuperação judicial protocolado pela SAF da Portuguesa na última quinta-feira (12). Com a decisão, as dívidas da Portuguesa, estimadas em R$ 520 milhões, ficam suspensas, impedindo credores de realizarem bloqueios ou cobranças enquanto o clube trabalha para reorganizar suas finanças.
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Agora, a SAF terá 180 dias para apresentar à Justiça um plano de pagamento das dívidas, que deverá ser homologado e posteriormente aprovado pelos credores — um processo que pode levar até seis meses. As dívidas abrangem, principalmente, questões trabalhistas e cíveis.
O deferimento também garante que os recursos investidos na SAF fiquem protegidos, permitindo que os novos investidores, liderados pela Tauá Partners, avancem nas negociações com credores. A Tauá espera reduzir significativamente o passivo da Lusa por meio de acordos.
O pedido de urgência, apresentado pela Portuguesa para antecipar a decisão antes do recesso do Judiciário, foi acatado, evitando que o deferimento fosse postergado para 2025. Esse movimento representa um passo crucial para a reestruturação do clube, que busca superar anos de dificuldades financeiras e bloqueios judiciais que prejudicaram sua gestão.
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