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Quando a Portuguesa venceu a Inter de Limeira na 1ª rodada do Paulistão numa heroica – e merecida – virada, muitos torcedores acreditaram que seria um campeonato mais tranquilo do que no ano anterior.
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No entanto, alguns problemas foram escancarados aos olhos da torcida e do então treinador Dado Cavalcanti já naquela tarde em Limeira. Posteriormente, tais erros custaram vários pontos ao time rubro-verde, a segurança na competição e o emprego de Dado.
A transição defensiva deficiente, a bola aérea e os passes em diagonal no costado da defesa lusitana têm sido um tormento desde o primeiro jogo. Muito mais do que uma questão de um jogador ou outro, o sistema de defesa simplesmente não tem funcionado.
Tudo isso somado a um ataque que tem sérias dificuldades em converter chances de gol colocam a Lusa em situação delicada no Paulistão. O time do Canindé tomou gol em todos os jogos da competição e não balança as redes há 4 jogos.
O agora ex-treinador Dado Cavalcanti morreu abraçado com uma ideia de jogo que não vingou. Salvo algumas mudanças por lesão, praticamente não mexeu no time que considerava ideal mesmo com correções implorando para serem feitas, sejam elas de posicionamento, sejam de troca de jogadores.
Em seu último jogo, Dado até tentou algo novo: mudou um dos zagueiros, reforçou o meio, sacou Henrique Dourado. Mas foi justamente o zagueiro promovido à condição de titular o responsável direto pelo gol que deu a vitória ao adversário. E o fez seguindo exatamente o que o treinador pedia e que vinha causando enormes problemas para a Lusa: saindo curto no campo de defesa e errando um passe fácil.
Com a queda de Cavalcanti, a Portuguesa recalculou a rota e trouxe alguém com um perfil completamente diferente: Pintado, que já estreou no último domingo na derrota diante do Corinthians.
De um estilo mais defensivo e pragmático, Pintado terá pouquíssimo tempo para consertar falhas berrantes que seguem acontecendo. A missão não é impossível, mas será espinhosa. A margem para erros acabou.
*Lucas Castro é jornalista formado pela UAM. Foi redator no ESPORTESNET e do Torcedores.com. Torcedor incondicional dos dois maiores clubes do mundo: a Portuguesa de Desportos e o Arsenal FC, respectivamente. Fã do futebol bem jogado e moderno, sem perder a essência do jogo. Acredita que o maior patrimônio de um clube é a sua torcida.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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