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Deu tudo certo. Com a vitória, em casa, sobre o São Caetano por 2 a 0 no domingo pela manhã, a Portuguesa terminou a primeira fase da Copa Paulista de 2023 na primeira colocação. É pouco? Não. É suficiente? Também não. Mas o que se imaginava da camisa mais pesada do certame aconteceu: primeiro lugar no Grupo 3, primeira colocada no geral, quarto melhor ataque da competição (14 tentos feitos) e segunda melhor defesa (2 gols tomados). E de quebra ainda tem um dos artilheiros do campeonato, Chrigor, com 6 gols anotados.
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Agora, pela frente, nas quartas-de-final, a Lusa do Canindé terá o Grêmio Prudente, com direito a jogar a segunda partida em casa. O que sem dúvida é um ponto para lá de positivo. Basta lembrar a eliminação em Marília para o Marília em 2022.
Contudo, todo cuidado é pouco. Porque ao longo da primeira fase, ficou visível o tamanho do desafio que o técnico Leandro Zago terá pela frente.
Se defensivamente, a Lusa demonstrou bastante maturidade, na criação, a história foi completamente diferente. Nem adianta levar em conta a partida do último domingo, porque naturalmente a vitória vai distorcer análise mais criteriosa, porque o adversário, com todo respeito, se comportou mal ao longo do certame. Se mostrou um time bastante fragilizado. Então, não vale de parâmetro.
O que vale de parâmetro é isso aqui: dos oito classificados à próxima fase, dois times, além da Lusa, pertenciam ao Grupo 3 do certame, São José e Portuguesa Santista. Dois outros do Grupo 2, XV de Piracicaba e Juventus. E outras três agremiações do Grupo 1, Noroeste, Marília e Grêmio Prudente.
E aqui também: é justamente aí que a lupa precisa ser bem utilizada. Porque São José e Portuguesa Santista foram os adversários mais indigestos à Lusa. No caso do primeiro, dois empates. Já contra a homônima de Santos, uma vitória e uma derrota. Trocando em miúdos, o aprendizado para a fase eliminatória reside nesses confrontos.
Contra o São José, por exemplo, o lado direito de marcação chamou a atenção negativamente. Mas o meio de campo também teve muito trabalho para marcar a movimentação do adversário e, principalmente, criar chances ofensivas.
Já contra a Lusa Santista, exceção feita ao segundo jogo, que foi disputado em meio a um festival de poças d´água, lama e chuva, é bom lembrar o tamanho da dificuldade. Rememorar que no jogo do primeiro turno, no Canindé, a Lusa venceu, mas penou demais defensivamente, contando com atuação sensacional do goleiro Fernando Henrique, substituto de Thomazella naquela partida.
Em outras palavras, espremendo o desempenho da Lusa na primeira fase, é possível ressaltar a solidez de qualquer um dos três goleiros, o bom entrosamento entre Patrick e Robson, a experiência de Eduardo Diniz. No meio de campo, ficou evidente a dificuldade em trocar passes de Tauã, apesar de ter bom poder de marcação, a boa leitura de jogo de Rone, em que pese a falta de volume criativo desse setor no campo. No ataque, a Lusa se limitou ao ótimo desempenho de Chrigor. E mesmo tendo esse jogador num bom momento é pouco, muito pouco.
A boa notícia é que Pedro Bortoluzo pode assumir, de vez, a condição de fazedor de gols da Lusa. E Serginho o de meia facilitador de jogadas.
Mas convenhamos… Acredito que ninguém ficará chateado se a Lusa trouxer mais um meia e um atacante para a fase eliminatória. Nem mesmo os titulares das posições. Porque no fim das contas fase eliminatória é cruel. E a meta da Lusa continua sendo a mesma: ser campeã da Copa Paulista em 2023.
* Maurício Capela é jornalista há 28 anos. Comentarista, já trabalhou em diversos veículos, como RedeTV!, 105 FM, Tropical FM, Veja, Valor, Gazeta Mercantil.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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