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Presidente da Lusa cita pandemia e avalia erros de sua gestão

Antonio Carlos Castanheira concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira e falou sobre o trabalho à frente do clube

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Foto: Ronaldo Barreto/NETLUSA

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O presidente Antonio Carlos Castanheira concedeu uma longa coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (24), no estádio do Canindé. O mandatário respondeu as perguntas gravadas pelos jornalistas e expôs alguns pontos. O dirigente culpou a pandemia por uma série de problemas, como o planejamento. Contudo, também admitiu que falhou em algumas questões.

Formação do elenco

“Tiveram erros de contratação. Jogadores que a gente acreditava, mas não deu. Fizemos um bom ano de 2020 e esperamos que, agora em 2021, a nova gerência consiga trazer a Portuguesa de volta. Ainda restam duas vagas. O Alex [Alves, novo técnico] vai sentar conosco no sábado pra definir isso. Quem não for inscrito a gente vai conversar, pois não vai ter outro campeonato pra disputar. Queremos ter uma base pro ano que vem”.

Planos feitos

“O planejamento, sendo verdadeiro, no meio dessa pandemia, não dá para fazer. Não tem como falar de planejamento. Temos que fazer de acordo com o que vem acontecendo no âmbito financeiro. Pretendo fazer novas mudanças, eu tinha um organograma. E ele tinha para cumprir a parte estatutária”.

Novos membros da diretoria

“A gente queria ter um executivo de futebol para trabalhar ao lado do Flávio Alves, mas com a pandemia e a incerteza da continuidade do campeonato, essa vaga ficou em aberto. Com a volta dos jogos, naqueles jogos sequenciais, o Flávio acabou assumindo essa função. Conseguimos o êxito da Copa Paulista. Mas a gente continua com a abertura dessa vaga por causa da situação financeira. Como deu êxito em 2020, demos a sequência no trabalho neste ano. Fomos primeiro no nosso grupo na Série D, mas infelizmente no mata-mata não aconteceu. A gente sabia que era uma decisão importante subir para a Série C. Isso estava no script (essa mudança). Esperamos ter um diretor executivo no próximo ano. Espero que a pandemia nos dê esse espaço em 2022”.

Saída de Marchiori

“Muito triste a forma como aconteceu. Eles não falaram nada de mais em função ao que vem acontecendo, ameaças, trotes. Com o treinador e comigo. Chegar ao ponto de eu nem vir com meu carro trabalhar. São situações colocadas e eu, democraticamente, permito a todos colocarem. Não tenho que podar ninguém a falar algo. Tenho q deixar extravasar, para que a gente continue na luta. Confio mto nessa equipe. Óbvio que ficou todo mundo muito chateado”.

“Não foram supostas ameaças. Foram verdadeiras e continuam ainda hoje. Mas tenho certeza que essas ameaças não são dos torcedores da Portuguesa. Essas pessoas que se dizem torcedores e querem tumultuar o ambiente. Não vou abaixar a cabeça pra esse tipo de pessoa. Vamos continuar de cabeça erguia. Não temos medo de trote e ameaça”.

“Os jogadores não vão fazer corpo mole. O grupo é unido, tão unido que sentiu a saída do Fernando Marchiori. Eles estão comprometidos em resgatar a Portuguesa. Não conseguimos na Série D. Perdemos nos pênaltis, isso é futebol. A gente não vai desistir de voltar com a Portuguesa. O Fernando continua sendo um dos grandes treinadores do futuro, mas não deu certo. Esse trabalho é merecedor sim de elogios e não de criticas como vem recebendo”.

Verdadeiro culpado

“A responsabilidade é minha. Não é dos jogadores, do técnico, do gerente. É do presidente em todos os setores. Confio nos jogadores, mas eles falaram a pura verdade. Não sei quem são essas pessoas que querem tumultuar um trabalho digno e que quer resgatar a Portuguesa”.

“O fato de não aparecer em público nas eliminações foi uma determinação minha, num momento crítico. Na Série A2, na primeira ou segunda derrota que tivemos, já começou uma instabilidade, e comecei a entender esse tom de torcedores da Portuguesa. Essa determinação foi minha, para que pudéssemos manter a tranquilidade naquele momento crítico. Erramos sim em alguma contratações, é humano errar”.

“Não sei se tomei a decisão certa ou errada. Talvez tenha aguçado uma insatisfação geral, mas agora vamos retomar. Vamos voltar ao normal. Não vai ter mais risco de aglomeração e essa cobrança desnecessária que está tendo. Como vou montar um time para a Série A1 do Paulista para subir? É muito difícil trabalhar no meio da pandemia”.

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