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A vitória da Portuguesa sobre o Penapolense por 1 a 0, no último sábado, foi marcada por um episódio lamentável fora das quatro linhas. Um torcedor do clube de Penápolis foi flagrado cometendo ato racista contra o lateral direito Léo Pereira.
No fim do jogo, o torcedor imitiou um macaco após o camisa 1 cometer uma falta e receber o cartão amarelo. Ao fim da partida, Léo Pereira foi até o alambrado discutir com o torcedor. O episódio não foi relatado na súmula pelo árbitro Rafael Gomes Félix da Silva. De acordo com a assessoria rubro-verde, o lateral direito não deve registrar um boletim de ocorrência.
“Um ser humano babaca que faz isso. Nos dias de hoje, o ser humano é igual. O Léo é um ser humano maravilhoso, se eu sou ele não dou importância para isso. Não é cor, o branco, negro, amarelo, azul que muda. Esse cara [torcedor] para mim não merece nem comentário. A justiça divina vai colocar ele no devido lugar”, disse Fernando Marchiori, técnico da Lusa.
O presidente do Penapolense, Nilso Moreira, lastimou o ocorrido e disse que tentará identificar o agressor. “Repudiamos totalmente o episódio como também qualquer outro ato envolvendo homofobia, violência ou racismo. Somos contra, como sempre fomos. Não estamos no futebol para arrumar inimizade, mas para unir os povos e fazermos amigos. O clube tentará identificar o torcedor e exigir que publicamente faça o pedido de desculpa e perdão para o atleta e a todos os envolvidos”, afirmou.

Após o episódio, a diretoria da Portuguesa divulgou uma nota de repúdio e lamentou o ocorrido no estádio Tenente Carriço.
Confira a nota na íntegra:
A Associação Portuguesa de Desportos vem a público declarar seu irrestrito apoio e carinho ao atleta Leonardo Pereira dos Santos, conhecido por nosso torcedor como Léo Pereira. Um jogador que tem demonstrado todo seu amor, toda sua dedicação e toda sua alegria vestindo a camisa do Clube.
Infelizmente, no último sábado (22), ele sofreu de um dos crimes mais cruéis que assola nossa sociedade atualmente. Durante a partida contra o Penapolense, indivíduos que se dizem torcedores o agrediram com gestos e palavras de cunhos raciais como “macaco”. Após a partida, Léo ainda tentou dialogar com seus agressores, mas foi impossível remediar a situação imposta no estádio Tenente Carriço.
A Portuguesa lamenta que, 100 anos depois de sua fundação, ainda tenha que conviver com esse tipo de agressão, ainda mais em estádios de futebol. Nós pregamos o respeito ao próximo e por essa razão, respeitamos a decisão do nosso jogador, bem como de sua família, de não se pronunciar sobre o ocorrido. Apenas o agredido tem direito de saber o que fazer e como reagir, nosso papel é defendê-lo e respeitá-lo.
Porém, como Clube esportivo em seu ano de Centenário, a Portuguesa repudia todo e qualquer ato de preconceito praticado em qualquer ambiente, contra qualquer pessoa. Em 2020, não há mais espaço para preconceitos.
Nosso apoio e nossa solidariedade ao Léo Pereira.
TODOSCONTRAORACISMO
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