Foto: Carlos Insaurriaga/Brasil de Pelotas

Paulo Roberto Santos não será mais o técnico da Portuguesa. O treinador desistiu do acordo com o clube do Canindé após a derrota para o Penapolense por 3 a 2, no último domingo. A informação foi divulgada pelo portal Futebol Interior e confirmada pelo NETLUSA com o próprio técnico.

O ex-comandante do São Bento explicou a decisão de deixar o clube antes mesmo de dirigir a equipe em uma partida oficial – o seu auxiliar Alan Dotti que ficou no banco de reservas diante do time de Penápolis.

“Nós tínhamos um acordo com o clube para assumir oficialmente a partir de hoje (segunda-feira). Assistimos ao jogo ontem e participamos [da preparação] junto com o pessoal. Depois da partida, chegamos a conclusão que o tempo seria muito curto para tentar uma reviravolta. A situação atual, além de uns problemas particulares, me impediram de assumir o clube já no começo da semana. E depois de assistir ao jogo, analisamos bem. A decisão foi ontem (domingo) mesmo”, disse ao NETLUSA.

Paulo Roberto admitiu que o ambiente vivido pelo clube – mesma reclamação de diversos profissionais que passaram pela Lusa nos últimos anos – foi um dos fatores determinantes para a sua saída.

“Assustado não fiquei, mas é preocupante como um todo, até o próprio ambiente do clube. Tudo é muito preocupante. No futebol você também precisa de um bom ambiente. O trabalho passa por um bom ambiente no dia a dia, isso que me deixou preocupado. Tudo que cerca o clube neste momento”, afirmou.

Com a derrota para o Penapolense, a Lusa caiu para a lanterna da Série A2, com apenas cinco pontos. Por isso, o treinador demonstrou pessimismo com a situação na tabela.

“Acho que o tempo é muito curto para isso (fugir do rebaixamento). Só pode se fazer quatro contratações e, na minha ótica, o grupo precisa de cinco ou seis reforços pontuais. Ontem três jogadores saíram machucados no primeiro tempo. Nunca vi isso no futebol”, concluiu.

A equipe do Canindé volta a campo neste domingo, às 17h, quando enfrenta o Taubaté, no Estádio Joaquim de Morais Filho, em Taubaté.