Foto: Lucas Ventura/NETLUSA

Na noite da última terça-feira, participei da minha primeira reunião como conselheiro efetivo da Associação Portuguesa de Desportos. Era o primeiro encontro sob o comando de Antonio Ribeiro, eleito em janeiro, na mesa do Conselho.

Me surpreendeu – embora já tenha ouvido histórias – a ausência de grande parte dos conselheiros. Dos cerca de 400 – 120 efetivos, 240 vitalícios e o restante natos -, apenas 92 estiveram presentes. Para piorar, somente 13 faltas foram justificadas à mesa do conselho até a publicação desta matéria. Segundo o estatuto oficial, três faltas injustificadas seguidas causam expulsão.

Estatuto que, apesar de bastante retrógrado e com necessidade de ser alterado, será seguido a risca por Antonio Ribeiro, conforme disse na reunião. O presidente, entretanto, tem como uma das prioridades a mudança do estatuto.

O encontro da última terça foi marcado por pressão dos conselheiros pela saída de Alexandre Barros, que disse que aceita a criação de uma junta governativa. Com isso, ele seguiria como presidente, mas sem tomar as decisões do clube.

Entre vários assuntos, o mandatário rubro-verde explicou sobre as locações das áreas do Canindé. De acordo com ele, cada local, como a piscina, a gruta, o estádio, entre outros, tem um valor estimado, que vai de R$ 5 mil a R$ 100 mil por evento.

No entanto, nada foi apresentado, já que Barros levou diversos documentos acumulados, sem a possibilidade de serem analisados naquele momento. Ficou definido que tudo será investigado pelo Conselho de Orientação e Fiscalização (COF), que se reuniu na tarde de terça-feira e que esteve representado na mesa pelo seu presidente, Antonio Armênio Simões.

Barros contou sobre um processo do ex-presidente Manuel da Lupa, que envolve a Portuguesa e os empréstimos com o banco Banif, antigo patrocinador do clube. Segundo o mandatário, a Lusa tem até esta sexta-feira para se manifestar na Justiça, e o foco está nesta situação.

Questionado sobre o não-pagamento do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) dos jovens da base, o presidente da Lusa disse que vai acertar os pagamentos nesta quarta-feira e que está conversando com o volante Reinaldo para a permanência do jogador, que ainda treina e mora no CT do Parque Ecológico do Tietê.

Barros e a sua advogada ainda explicaram sobre o caso envolvendo Gislaine Nunes. Segundo a dupla, a advogada não tem razão nas reclamações de atraso, já que, segundo o próprio acordo, o clube pode pagar o mês vigente até um dia antes do vencimento do mês seguinte.

Durante alguns momentos, muita gritaria tomou conta do Salão Nobre do Canindé. A maioria contra o presidente Alexandre Barros, que, segundo alguns conselheiros, ‘só fala’ e ‘não aceita ajuda das pessoas’.

Essa foi a primeira reunião após cinco meses. A última aconteceu em outubro de 2017. A ideia é que o segundo encontro aconteça na próxima semana, em reunião extraordinária.

Lucas Ventura

LUSA EM PRIMEIRA MÃO
Clique no sino, do lado direito, e ative as notificações para receber tudo sobre a Portuguesa no seu celular ou computador.