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O vice-presidente de finanças da Portuguesa, Marcus Mngoni, apresentou os principais dados financeiros da SAF durante o Lusa SAF Day e descreveu 2025 como um período de estruturação do projeto. Segundo ele, o clube priorizou a organização interna e a implantação de processos ao longo do primeiro ano de gestão.
“2025 foi o primeiro ano do projeto, foi um ano de muito investimento, já era esperado isso, ano de implantar, organizar, estruturar e planejar. Tivemos 57,3 milhões de recursos”, afirmou. O dirigente detalhou a origem dos valores: “30 milhões foram aportes dos sócios, 17,5 de capitais de terceiros e empréstimos, 10,2 de resultado operacional efetivo”.

Mingoni também explicou o cenário de fluxo de caixa e a necessidade de aporte externo. “2025 foi o ano mais desafiador do projeto. Todos os recursos, cota do Paulistão de 2025 já tinha sido antecipada, patrocínios já tinham sido vendidos, todos esses recursos a gente não teve acesso em 2025 e por isso o aporte dos investidores”, disse. Ele ainda discriminou os principais gastos, com destaque para a folha de pagamento, que atingiu R$ 31,6 milhões, sendo R$ 19 milhões no futebol profissional.
Nos números finais, o dirigente indicou prejuízo aproximado de R$ 24 milhões no balanço da operação. Ele também listou despesas com reestruturação, como investimentos em ativos, custos operacionais de jogos e serviços ligados ao CT e à manutenção de estruturas, além de gastos não operacionais, incluindo o processo de recuperação judicial.

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