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Algumas perguntas e um recado

Portuguesa chegou à segunda vitória com Ademir Fesan, mas ainda não rendeu o que se espera

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Foto: Divulgação/Portuguesa

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Vinte dias atrás, o técnico Ademir Fesan desembarcava no Canindé. As campanhas com Inter de Limeira (31 jogos e 16 vitórias) e Água Santa (17/10) fizeram com que a recepção da torcida fosse repleta de expectativas e boas-novas, a despeito da saída de Fábio Matias (toc-toc-toc). 

As opiniões de ‘durão’, ‘sangue no olho’, ‘empurra o time pra jogar na intensidade’ — não exatamente nesta ordem — foram as primeiras palavras ouvidas em lives e pelas arquibancadas. Verdade seja dita que no sábado passado, diante do América, nada disso foi testemunhado pelos torcedores. Aliás, a Portuguesa ajudou o América a respirar e a ressuscitar. 

(Antes de terminar este texto chequei a tabela e o time de Romário venceu o Madureira fora de casa, alcançando assim a sua primeira vitória).

Por falar em tabela, a xará carioca fez a sua parte e garantiu o primeiro lugar do grupo e manteve-se à frente pelo saldo de gols (6 a 4)

Esse pequeno balanço de três semanas nos leva a seguinte reflexão: terá a Portuguesa forças e frieza para concluir a missão de subir à Série C? Fesan está conseguindo extrair o melhor de seus comandados? 

A partir dessas indagações surgem outras: até quando a Série D terá de se contentar com arranjos de última hora e arbitragens que parecem ter saído dos anos 80? O que acontece com Maceió? Está desestimulado?

O que se passa com a CBF é uma caixa preta. Ou, talvez, de pandora — melhor nem olhar dentro. Se a Portuguesa terá condições físicas, mentais e estruturais de passar por esse calvário é difícil prever. O torcedor segue aflito e esperançoso, mas sabe que expectativa demais não é bom. 

Por fim, não menos importante, aqui vai um palpite de torcedor velho: Maceió deve estar triste por ter visto Renê saindo e Fábio Matias, idem. E mesmo após uma série de matérias e entrevistas, ele ficou no Canindé

Maceió, não sei se lerá isso nem se te animará, mas creia: você tem grandes chances de dar a volta por cima, mostrar que é bom e, de quebra, vencer um campeonato cascudo. Seu amigo e ex-técnico, apesar de estarem na “primeira classe”, talvez, não dirão o mesmo em dezembro — quem sabe até antes.

* Edgar Lopes, jornalista há mais de 25 anos, orgulhoso de ter gritado gols – muitos gols – de Dener, Tico, Bentinho e Cia. Vive entre o amor dos anos 90, a tristeza de 2002 e o ódio de 2013. ¿Te das cuenta, Benjamín? El tipo puede cambiar de todo: de cara, de casa, de familia… de novia, de religión, de Dios… pero hay una cosa que no puede cambiar, Benjamín… no puede cambiar… de pasión. — Pablo Sandoval, em “O Segredo dos Seus Olhos”.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA

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