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Bourgeois confirma Série D no Canindé e explica entraves para obras do estádio

CEO da SAF da Portuguesa também detalhou impacto financeiro da competição e situação da recuperação judicial

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Foto: Mauro Horita/Ag. Paulistão

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O CEO da SAF da Portuguesa, Alex Bourgeois, afirmou nesta quinta-feira (5) que o clube disputará a Série D do Campeonato Brasileiro no estádio do Canindé. Durante entrevista coletiva, o dirigente explicou que a decisão ocorre por falta de tempo para resolver pendências burocráticas que impedem o início do projeto do novo estádio.

Segundo Bourgeois, a presença da equipe no Canindé é positiva para os torcedores, mas também evidencia a demora na resolução de questões administrativas que travam o projeto de modernização do local.

“Felizmente e infelizmente vamos jogar no Canindé na Série D. Felizmente para a torcida e infelizmente porque ainda não conseguimos resolver as questões burocráticas relacionadas ao estádio”, disse.

Mudanças em parceria

O CEO também explicou alterações no modelo de parceria que participaria da operação do estádio. Inicialmente, a empresa Revee atuaria como operadora do Canindé, enquanto o financiamento viria por meio da REAG Investimentos.

No entanto, com o escândalo público envolvendo o grupo financeiro, a SAF decidiu interromper a parceria. Segundo Bourgeois, parte da equipe que participava do projeto anterior formou uma nova empresa e segue trabalhando com o clube para estruturar a operação do futuro estádio.

“Tinhamos uma parceria com a Revee que seria uma operadora do Canindé, ia operar o dia a dia. O financiamento viria da REAG, por uma relação da Revee com a REAG, com tudo que aconteceu, nós cortamos os dois fora. A turma que estava na Revee, o Luis Davantel, montaram uma nova empresa e estão com a gente para operar”, explicou o CEO.

Início das obras do ‘Novo Canindé’

Bourgeois afirmou que ainda espera resolver os entraves ao longo deste ano. Caso isso ocorra, o início das obras do chamado ‘Novo Canindé’ pode acontecer no primeiro semestre de 2027.

O dirigente explicou que o financiamento do projeto depende da regularização da situação do terreno junto à prefeitura. Sem essa definição, investidores evitam aportar recursos no empreendimento, necessários após a ruptura com a Revee.

“Quanto ao financiamento, não é difícil no Brasil, existe fundo imobiliário, um monte de gente que é especialista. O problema é resolver a parte da prefeitura porque ninguém vai por dinheiro num terreno que você não tem, ainda mais R$ 800 milhões”, explicou Alex.

Alex Bourgeois ressaltou a importância do projeto do ‘Novo Canindé’ para a sobrevivência e do clube e da SAF. De acordo com ele, sem a reforma do estádio, o clube não é viável. “Temos que resolver o problema da prefeitura, que é o que vai permitir pagar as dividas da associação, que quem é responsável por pagar as dívidas não é a SAF, mas sim o Canindé. Esse quebra-cabeça tem que ser colocado de pé para destravar tudo. A gente precisa resolver a situação da prefeitura, para viabilizar o Canindé e pagar a divida da associação. Se nada disso acontecer, o clube vai à falência”, afirmou.

Recuperação judicial

Outro tema tratado foi a situação das dívidas da associação que administra o clube social. A instituição ainda aguarda a homologação da recuperação judicial aprovada no ano passado.

Segundo Bourgeois, o caso segue em análise na Justiça e deve voltar à pauta em abril. “O que sabemos é que o juiz disse que voltará a analisar o processo em abril. A partir disso vamos entender como e quando começaremos a pagar”, explicou.

Impacto financeiro da Série D

Durante a coletiva, Bourgeois também abordou o impacto financeiro da disputa da Série D. De acordo com o dirigente, a competição apresenta grande déficit para os clubes participantes.

Ele afirmou que a SAF planeja manter uma folha salarial acima da média da divisão, o que deve gerar um resultado negativo de cerca de R$ 10 milhões ao final da temporada.

“O futebol da Portuguesa na Série D não se paga. Ele começa a empatar na Série B e passa a se pagar na Série A”, afirmou.

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