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André Carlos Zorzi: A sensação de estar onde merecemos

No período de uma semana, revivi uma Lusa que se tornou rara; quem sabe, isso se torne cada vez mais frequente

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Foto: Divulgação/Portuguesa

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Apesar da frustração com a derrota de segunda-feira, os últimos dias me trouxeram um sentimento interessante. Talvez alguns discordem, mas eu tive a sensação de que tivemos dois grandes jogos. Não falo necessariamente do que fizemos em campo, mas do clima e de todo o entorno.

Na quarta, jogo no Morumbi. 25 mil são paulinos e 529 lusitanos. Já na segunda, 5,5 mil presentes no Canindé. Número bom, levando em conta os últimos anos e o fato de ser um jogo em dia de semana à noite, num dia que se prometia ser chuvoso (felizmente, não foi). Destes, 829 eram do Guarani. Gritos daqui, respostas de lá. Cantoria dos dois lados. Jogos com vida. Contra dois campeões brasileiros, times com torcida, com tradição.

Para fechar, o sorteio dos confrontos da Copa do Brasil. Vamos jogar contra o Altos, do Piauí (aliás, passar é bastante possível!). Lembram que, não faz muito tempo, fechamos um ano inteiro sem jogar uma partida sequer contra times de fora de São Paulo?

Apesar da derrota no Canindé, foram dias em que a Lusa pareceu ocupar o lugar que merece. Ainda que por poucos meses no ano, estamos na elite do futebol brasileiro. A Série D a gente pensa depois. Agora o primordial é manter a possibilidade de se manter na elite para o ano que vem. E, quem sabe, passar de fase. Ainda faltam muitos degraus, mas a sensação de que os dias de desesperança completa podem ter ficado, de fato, para trás, já é um ânimo.

Sobre uma possível classificação, podíamos estar bem melhor na tabela, mas o sonho ainda não acabou. Se vencermos o Primavera, é muito provável que encerremos a rodada no G8. Aí viria o jogo contra a Ponte Preta. Quem sabe? Rumo ao tetra!

* André Carlos Zorzi é jornalista, autor de “Para Nós És Sempre O Time Campeão – A Portuguesa de 1996” e coautor de “Lusa: 100 Anos de Amor e Luta”.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA

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