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Em entrevista ao ge, Guto Ferreira voltou a comentar o período posterior ao Brasileirão de 2013 e explicou como a repercussão do ‘Caso Heverton’ impactou diretamente o início da Portuguesa no Campeonato Paulista seguinte. Segundo o treinador, a equipe iniciou a competição em clara desvantagem em relação aos adversários, com apenas uma semana de preparação.
Guto relatou que os primeiros resultados vieram em meio a um ambiente de forte desgaste. “Fui para o Paulista com uma semana só de treino. Os outros times já treinavam havia muito tempo”, afirmou. Após derrotas para Corinthians, XV de Piracicaba e Audax, além de um empate fora de casa com o Ituano, o treinador destacou que as entrevistas coletivas deixaram de abordar o desempenho esportivo e passaram a focar exclusivamente no episódio jurídico, o que aumentava a pressão sobre o elenco.
De acordo com o técnico, a possibilidade de deixar o cargo naquele momento era delicada. Ele afirmou que uma saída sem respaldo judicial poderia passar a imagem de culpa. “Eu não podia sair, porque, se eu saísse sem algo comprovado judicialmente, que ideia eu passaria para o mercado? Que eu estava fugindo”, explicou. Guto disse ter permanecido por quatro rodadas até ser ouvido pelo Ministério Público, que, segundo ele, lhe deu isenção pública em relação ao caso.
Mesmo assim, a avaliação interna foi de que sua permanência poderia prejudicar o grupo. “Se eu ficasse, a pressão só aumentaria e desestabilizaria o grupo. Saí para poupar os jogadores”, disse. Após sua saída, Argel Fuchs assumiu o comando e conseguiu manter a Portuguesa na Série A1 do Paulista. Guto concluiu afirmando que deixou o clube com a consciência tranquila, ressaltando que, além da pressão esportiva e institucional, ainda ficou com salários em atraso referentes àquele período. No entanto, em entrevista recente à ESPN, o técnico afirmou que o episódio teve impacto negativo na sua carreira.
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