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Em publicação nesta terça-feira (16), o CEO e sócio-investidor da Portuguesa SAF, Alex Bourgeois, comentou a proposta de alterar a tributação das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) no Brasil. No texto, Bourgeois afirmou que a movimentação para aumentar a carga tributária “não nasce de um debate técnico sério” e criticou o que considera práticas antigas de má gestão, defendendo regras mais claras de responsabilidade fiscal e transparência no futebol.
O posicionamento ocorre em um momento em que a Câmara dos Deputados deve votar o valor da alíquota de impostos para clubes-empresa, de 5% para 8,5%
Bourgeois afirmou que o modelo de SAF surgiu para romper ciclos de decisões imediatistas e falta de governança, destacando que responsabilidade fiscal e limites de endividamento são pilares para sustentabilidade. Ele argumentou que usar a tributação como forma de “nivelar por baixo” clubes com diferentes gestões pode ser prejudicial ao desenvolvimento do esporte. No entendimento dele, um ambiente competitivo exige critérios mínimos que incluam disciplina financeira e prestação de contas.
A discussão sobre a tributação de SAFs se intensificou após a coluna publicada por Lauro Jardim, no O Globo, no qual ele afirma que alguns clubes brasileiros, em especial o Flamengo, trabalham nos bastidores e conversam com deputados para aumentar a tributação das SAFs, numa tentativa de “aumentar a competitividade”.
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