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Faltam três jogos. E a Portuguesa, com méritos, estará na próxima fase da Série D do Campeonato Brasileiro de 2025. É claro que a matemática de hoje não sustenta essa afirmação. Claro. Mas o número de pontos, e até o futebol demonstrado até aqui, dão a entender de que a Lusa estará na segunda fase do torneio, com os seus terríveis jogos eliminatórios.
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Mas para carimbar o passaporte, há um jogo no meio do caminho; no meio do caminho, há um jogo. E será diante do Água Santa. Mesmo em casa, está aí um adversário indigesto. Difícil. E hoje com um velho conhecido no banco de reservas, o técnico Alan Dotti.
Desnecessário apresentar Dotti à torcida da Portuguesa. Foi um profissional extremamente importante na dura missão de erguer uma categoria sub-20 em um momento em que o “muro de contenção” estava mais visível do que uma “luz no fim do túnel”. Dotti tem o respeito da torcida rubro-verde e é recíproco.
Agora, respeitos à parte, o jogo de sábado será duro. Complicado mesmo. O time de Diadema (SP) deverá ter cautela defensiva e usar o contragolpe para faturar a Lusa no Canindé. Por sua vez, a Portuguesa tem por obrigação se impor.
Dito isso, Cauan de Almeida vai precisar, talvez, até modificar um pouco o jeito de jogar futebol. Provavelmente, sem ter tanto a bola passando pelo setor de meio-campo, e imprimindo mais velocidade pelos lados. É o jeito para quebrar linhas defensivas, uma vez que a Lusa não tem lá um grande driblador em seu elenco.
Além disso, há que se ter cautela na defesa. Um dos “calcanhares de Aquiles” da Lusa nessa competição tem sido o sistema defensivo. E não adianta responsabilizar “A”, “B” ou “C”. É o todo. O time já levou 12 tentos, uma das mais vazadas, por exemplo, quando se olha para os primeiros times dos demais grupos. E esse é um ajuste que precisa ser feito imediatamente.
Por quê? Porque a próxima fase será eliminatória. E defesas frágeis não combinam com mata-mata. É uma questão.
Muito embora tenha ajustes, a Portuguesa precisa mesmo é se classificar no sábado. E aqui fica um recado à torcida lusa: é hora de se fazer presente. Numericamente. Mesmo.
A Portuguesa não pode jogar para um público inferior a duas mil pessoas. Não pode. Essa camisa é pesada. É centenária. É histórica. Chegou a hora torcedor de se fazer presente e levar à Lusa à segunda fase. Chegou a hora!
* Maurício Capela é jornalista há 28 anos. Comentarista, já trabalhou em diversos veículos, como RedeTV!, 105 FM, Tropical FM, Veja, Valor, Gazeta Mercantil.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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