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Presidente da Lusa se defende em meio a impasse para aprovação do balanço financeiro de 2023

Antonio Carlos Castanheira garantiu que seguiu à risca todas as exigências internas para mostrar a validade das contas da Portuguesa

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Foto: Ronaldo Barreto/NETLUSA

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Em participação no NETLUSA Debate, na última quarta-feira (2), Antonio Carlos Castanheira, presidente da Portuguesa, se manifestou sobre a reunião para debater o balanço financeiro de 2023.

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O Conselho Orientação e Fiscalização (COF) convocou o encontro para esta quinta-feira (03), às 18h. O mandatário, primeiramente, disse ter atendido todas as exigências para mostrar que não tem nada de errado com as contas.

“Eu estou fazendo de tudo, e esse foi o motivo, para mostrar para todos os conselheiros, os próprios cofistas, os associados e torcedores, que procurei fazer o melhor nesses seis anos. A Portuguesa estava para fechar, em uma situação dramática, estávamos todos bloqueados, tinha leilão de estádio, vocês sabem como estava o Canindé, o CT estava abandonado, o time lutando há cinco ou seis anos para não cair para a A3. Vou listar isso tudo para os conselheiros, não vou mais cair em narrativa, vou em documento, em fato. Quer saber do contrato? Então toma aqui o contrato. E como você vai aparecer negativo em uma peça que é técnica? Um balanço é uma peça técnica. Ainda mais agora que é auditado, foi dado um parecer. Se quiser pode fazer outro. Não tenho nada a esconder de ninguém”, disse Castanheira.

Na visão do presidente, que está no cargo desde janeiro de 2020, o questionamento em cima do balanço era uma tentativa de atrapalha a transformação em SAF. Vale lembrar que o processo ficou muito tempo parado diante de exigências de mudanças no contrato, resolvido na semana passada.

“O que eles tentaram, no fundo, usando esses artifícios de balanço, era tentar brecar a SAF. Pode ter certeza disso. Se pudessem dar o golpe, me tirar da frente para conseguir parar a SAF, eles iriam fazer. Ficou claro em áudios vazados, não preciso ficar repetindo isso. É muito chato conviver com tudo isso. É engraçado que tem a situação crítica que a Portuguesa passou todos esses anos, o pessoal é contra e não dá uma solução. Ficaria feliz da vida se viesse alguém de que lado fosse e chegasse com um investidor. Eu soltaria um sorriso, lançava a operação e iria embora para casa. Sofri muito esses seis anos aqui. Foi tentado de tudo sim e eu agora quero sair de forma digna porque eu sou digno. Não fiz nada de errado, não tem nada de errado e vai ter que provar. Quero ver falar e provar. Como não vai ter, então é mais uma batalha que vamos vencer

AUMENTO DA DÍVIDA

Castanheira lembrou que, entre as exigências, contratou uma auditoria externa, da BDO, empresa tratada como entre cinco maiores redes de contabilidade no mundo. O mandatário ainda alertou que na votação é necessário que se tenha um argumento técnico, portanto, precisa de embasamento na decisão.

“Questionaram um monte de coisa, dentro do COF montou-se uma comissão interna, trabalhamos meses prestando conta a eles. Na época, inclusive, pedi uma auditoria que fosse contratada dentro do Conselho e foi, a BDO. Então tendemos a comissão interna, a BDO, está tudo esclarecido, e se tiver alguma dúvida senta com a gente porque vai ter que dar o parecer, que precisa ser técnico. Como vai falar que dá um parecer negativo porque eu achei que a conta é vermelha? Você dá o parecer e sustenta negativo se realmente estiver algo errado. Quando foi montada no COF, essa comissão era pra fazer a atualização, e foi correto, do passivo das contas da Portuguesa dos impostos das ações trabalhistas”, relembrou Castanheira, que explicou o aumento das dívidas da Lusa após a análise da comissão interna do COF:

“Isso aumentou 400 milhões o passivo da Portuguesa porque tive que fazer de todos os anos, só que isso são dívidas prescritas, algumas, inclusive, a gente solucionou há três semanas, como foi o caso do IPTU. Mais de 70 milhões que vamos tirar do passivo. Aí vem a maldade, ‘ah o presidente fez 400 milhões em dívidas’. Eu sozinho fiz 400 milhões e todos os outros para trás, mais de 10 presidentes 500 milhões, e seu sou bom para fazer dívida. Que a gente vê nossos documentos sendo vazados, por isso que é desanimador o que acontece dentro da Portuguesa. Não lembro de ter tanto jogo sujo quanto está tendo agora”, completou.

O presidente da Lusa está em seu último ano do segundo mandato, acumulando algumas vitórias esportivas, o título da Copa Paulista de 2020, da A2 do Paulista em 2022, além do acesso e permanência na Série A1 do Estadual. Somado a isso, a equipe lusitana tem divisão nacional novamente, com vaga na Série D garantida até 2026, além da mudança para SAF que trouxe esperança aos torcedores.

Assista à entrevista com Antonio Carlos Castanheira:

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