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Inspiração no Allianz, hotel e mais: CEO da Reeve detalha como será o novo Canindé

Luís Davantel garantiu que, apesar da inspiração no modelo, a nova casa da Lusa será uma versão aprimorada do estádio do Palmeiras

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Projeto de reforma do Canindé
Projeto de reforma do Canindé (Foto: Divulgação/Reeve)

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O estádio do Canindé está fechado desde janeiro deste ano, à espera das liberações necessárias para começar a reforma, o que deve sair do papel até dezembro. A responsável pela modernização da casa lusitana será a Reeve, empresa que fez parte do acordo pela venda da SAF à Tauá Partners.

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Luís Davantel, CEO da Reeve, detalhou o que será feito no estádio, que está previsto para ser reinaugurado em 2028, durante entrevista ao Estadão. Serão mais de R$ 500 milhões investidos no processo com destaque para a função dupla de receber, além de partidas de futebol, também eventos como shows e similares.

“Um equipamento que nem esse que a gente vai desenvolver representará uma mudança de patamar para a Portuguesa, mas é um projeto para a cidade de São Paulo. A ideia é que tudo converse, que tudo seja sinérgico, para ter a eficiência e entregar a experiência da melhor forma possível. O show basicamente é plugar a guitarra e sair tocando, porque a gente vai entregar um equipamento muito pronto”, disse o executivo.

O CEO, que trabalhava na WTorre e esteve à frente do Allianz Parque, admitiu a semelhança com o modelo da casa do Palmeiras, que tem sido palco de grandes atrações além das futebolísticas. Uma das semelhanças, inclusive, será no tipo do gramado USADO, o sintético, como já havia sido mencionado pelo presidente da SAF, Alex Bourgeois, anteriormente.

“Em gramado natural não pode ter show. Dá para ter quatro shows por ano, mais ou menos. O espetáculo do futebol e do show é ruim”, confirmou o CEO.

ALLIANZ PARQUE

Davantel, no entanto, ponderou sobre a semelhança com o Allianz, alegando que se trata de um modelo “evoluído”. Segundo ele, os erros cometidos na casa palmeirense não serão repetidos, como a quantidade de shows realizados, e ainda citou o caso do Real Madrid, que fez uma modernização no Santiago Bernabéu que permite a substituição de campos.

“É um modelo parecido, mas evoluído, porque a gente, de alguma forma, entende quais eram os pontos de dúvida. O Allianz faz 40 shows por ano e tenho certeza que eles gostariam de fazer menos. A ideia não é copiar, é um negócio híbrido, é fazer um mix do operacional com a nossa realidade econômica. Seria fantástico fazer o que o Real Madrid fez no Santiago Bernabéu, mas não dá. Adequamos as experiências que temos à nossa realidade econômica e operacional”, explicou Davantel.

Ainda sobre a inspiração no Allianz Parque, o executivo garantiu que o processo de montagem e desmontagem dos palcos no novo Canindé será ainda mais rápido do que no outro estádio, que consegue retirar a estrutura em cerca de 12h. Com isso, a Lusa será menos afetada no uso para seus partidas.

“O Allianz Parque consegue, hoje, desmontar a estrutura de um show em 12 horas para que a bola role no dia seguinte a uma apresentação musical, como ocorreu no último domingo, na final do Paulistão. Esse trabalho será ainda menor e mais rápido na arena da Portuguesa, promete o executivo”, afirmou o executivo, que completou:

“O projeto tem um corte na arquibancada para deixar toda estrutura pronta para outros eventos, que não seja futebol. Eu posso ter um show no sábado à noite e um jogo domingo de manhã porque a desmontagem é fácil”.

O PROJETO

Atualmente com apenas 13 mil de capacidade, o novo Canindé poderá receber até 30 mil torcedores em partidas, além de 50 mil em shows e outras atrações. Haverá, no complexo, boulevard, um edifício garagem com 3.400 vagas em que o terraço poderá receber eventos para 3 mil pessoas, além de um hotel com 200 suítes. Esse último item, inclusive, aumentará o custo da modernização.

“Como anexamos o hotel no projeto, então vai passar de R$ 500 milhões. Acho que será entre R$ 650 e 700 milhões o (valor) do complexo inteiro”, revelou o CEO.

A intenção é colocar restaurantes, lojas e espaços de coworking para manter o complexo ativo e abrir a possibilidade de mais ganhos. O Canindé ainda terá 80 camarotes, arquibancadas cobertas e, como destacado anteriormente, gramado sintético. Para chegar no projeto, a Reeve analisou diferentes estádios do Brasil e do mundo.

A empresa ficará responsável pela criação, revitalização e operação dos eventos no Canindé por 50 anos, seguindo o acordo em parceria com a Tauá Partners. A Lusa cedeu 99 mil metros quadrados do complexo por esse período, período de concessão que começa a ser contado antes mesmo da inauguração.

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