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O estádio do Canindé foi fechado em janeiro desse ano para ser modernizado. Trata-se de um projeto idealizado pela SAF da Portuguesa, que enxerga o lugar com capacidade para receber shows e outros eventos.
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A possibilidade de outras atrações em estádio, no entanto, preocupa os torcedores sobre a possibilidade do futebol ficar em segundo plano em detrimento de shows. Entretanto, segundo Alex Bourgeois, presidente da SAF, em entrevista à CNN Brasil, a bola rolando seguirá como a grande prioridade.
“No século XXI, nenhum clube consegue viver só de futebol. Especialmente quando é um time de menor torcida. Então você precisa ter eventos. O Palmeiras tem muitos shows no Allianz (Parque), tem no Morumbi, na Neo Química Arena. A gente, obviamente, vai ter uma arena que também vai servir para ter shows, mas o projeto principal é o futebol, em torno do futebol. Não se joga todos os dias, tem um estádio que está aberto sete dias por semana, se só joga uma vez por semana é preciso pagar os outros dias. Então é bom usar esse tempo para colocar coisas que vão te render faturamento, que vai ser feito com shows”, explicou o executivo, que complementou:
“É muito parecido com o modelo que foi criado no Palmeiras. A gente melhorou algumas coisas, até porque o do Palmeiras foi feito há mais tempo, então você começa a ver algumas coisas, então melhoramos. A receita de futebol é nossa, a de shows é deles e repassa um aporte da receita de shows para a gente ao longo dos anos”.
NOVO CANINDÉ
A Rubro-Verde investirá, por meio da Revee, que comandará a construção e operação, cerca de R$ 500 milhões no Canindé. A estimativa é que a capacidade seja de 35 mil para jogos de futebol, enquanto para shows 50 mil. O presidente da SAF trata o projeto como um “marco para São Paulo.
“Nós vamos entregar um marco para a cidade de São Paulo. Será uma arena para o futebol, uma para shows, mas teremos também uma área de eventos, cultural, área de conveniência, de alimentação, algumas lojas, então vai ser uma área importante para a cidade de São Paulo”, afirmou Bourgeois.
Sem o Canindé, a Lusa tem mandado suas partidas na recém-reinaugurada Mercado Livre Arena Pacaembu. O tradicional estádio utiliza gramado sintético e a casa lusitana, após a reforma, seguirá o mesmo caminho segundo o executivo. O presidente da SAF ainda saiu em defesa da polêmica grama artificial.
“Os gramados sintéticos evoluíram muito. Não tivemos lesão no Pacaembu, nem dos nosso time e nem dos adversários. No Palmeiras, se você olhar, as lesões são uma das menores do Brasil e os jogos são em gramado sintético. Existe um desconhecimento, acho que melhorou muito, e a gente vai sim para o gramado sintético. É de fato mais seguro e por isso nós queremos continuar”, completou o presidente.
A previsão de reinauguração do Canindé é para janeiro de 2028, portanto, vai demorar cerca de três ano para completar a reforma. Sem a sua casa, a expectativa é que a Portuguesa continue no Pacaembu, mesmo que os recentes prejuízos tenham aberto a possibilidade de ir para outro estádio provisório.
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