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Presidente da SAF condiciona permanência da Lusa no Pacaembu à presença da torcida

Alex Bourgeois fez um apelo para os torcedores irem aos jogos e descartou utilizar a Fazendinha

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Foto: Divulgação/Portuguesa

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Com o estádio do Canindé fechado para reforma, a Portuguesa está mandando suas partidas na Mercado Livre Arena Pacaembu, mas tem amargado prejuízos por conta do alto custo, além da baixa adesão da torcida.

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Contra o Botafogo-PB, por exemplo, jogo que marcou a volta da Lusa à Copa do Brasil depois de oito anos, o público foi de pouco mais de 2 mil torcedores, o que para um estádio como o Pacaembu, que comporta 25 mil, gera prejuízo. Alex Bourgeois, presidente da SAF, fez um apelo para a torcida em relação a isso.

“Ontem (quinta-feira) nós disputamos uma Copa do Brasil que o clube não disputava há oito anos e tivemos a presença de 2 mil torcedores. Acho que a torcida da Portuguesa precisa estar presente no estádio. Não dá para fazer jogo de Copa do Brasil com duas mil pessoas. A torcida não pode estar com duas mil pessoas no estádio e pedir depois para trazer jogador caro. Não funciona assim o futebol. Não tem como o cara não ir ao estádio, reclamar de casa, querer ingresso de R$ 20 e pedir para a gente contratar jogador caro. A conta não fecha”, disse o dirigente, em entrevista ao canal Última Divisão, na última sexta-feira (28).

PREJUÍZOS

O que exemplifica isso é que a Rubro-Verde teve as três menores rendas líquidas da primeira fase do Campeonato Paulista, com prejuízo em vez de lucro. Esse cenário abriu o debate sobre a permanência ou não no estádio, o que foi comentado pelo dirigente.

“O Pacaembu é um estádio maravilhoso, icônico, para a cidade de São Paulo e para o futebol brasileiro. Isso é inegável. O privilégio de jogar no Pacaembu tem que ser levado em consideração pela torcida. O problema é que colocamos 2 mil torcedores lá e tem 25 mil lugares. Eu pergunto para a torcida: faz sentido eu jogar em um estádio de 25 mil lugares e só tem 2 mil torcedores? Seria melhor jogar em um estádio de 5 mil lugares? Se a torcida disser que vai colocar 15 mil, eu fico no Pacaembu. Mas não faz sentido eu ficar em um lugar onde se tem 25 mil lugares para receber 2 mil”, desabafou o presidente.

Uma das possibilidades especuladas para a Série D foi o Estádio Alfredo Schürig, a Fazendinha, que pertence ao Corinthians, mas Alex Bourgeois descartou o local. O dirigente garantiu que a vontade é seguir no Pacaembu, mas não desconsiderou outras opções.

“Não (sobre a Fazendinha ser viável). Não porque pertence ao Corinthians. Segundo porque tem um monte de eventos, um monte de coisas lá. Não tem a menor possibilidade de jogar na Fazendinha. Alternativa eu não sei, tem um monte, vamos analisar. Nosso desejo é ficar no Pacaembu, mas a gente precisa da ajuda da torcida também. Nosso desejo é ficar no Pacaembu por vários motivos, mas precisamos de ajuda da torcida”, concluiu.

A previsão é que a Portuguesa fique longe do Canindé até o fim de 2027, já que a reinauguração do novo estádio está prevista para janeiro de 2028. Portanto, ainda existe um longo caminho pela frente e um meio termo precisa ser encontrado.

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