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Maurício Capela: Cassino Rubro-Verde

Time joga bem apenas nos 15 minutos iniciais e no fim da partida, mas não consegue evitar a derrota para o Botafogo por 2 a 1; a sorte é que os demais adversários por vaga e rebaixamento também têm desempenho aquém no Paulista 24

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Foto: Celio Messias/Ag. Paulistão

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A Portuguesa tem tido mais sorte do que juízo nesse Campeonato Paulista de 2024. Muito mais sorte. A rodada desse fim de semana mostrou claramente o que tem significado a palavra sorte para o clube do Canindé. Mas em algum momento até ela vai cansar, assim como a torcida já cansou.

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Na partida deste domingo, 25 de fevereiro de 2024, diante do Botafogo, a Lusa somente jogou futebol nos primeiros quinze minutos e depois dos 35 minutos do segundo tempo, quando Victor Andrade entrou em campo. Com todo respeito, uma vergonha.

Vergonha, porque o jogo era fundamental à tranquilidade rubro-verde. Vergonha, porque esse elenco não é exatamente um time de jovens. Vergonha, porque já passou da hora de todos se conscientizarem que o rebaixamento pode virar realidade.

Trocando em miúdos, a derrota por 2 a 1 diante do Pantera foi fruto da inépcia, porque se tivesse havido um pouco mais de competência no gramado teria tido outro destino. Ao menos o empate. Mas não foi isso que ocorreu e, em geral, não é isso que tem se visto nos jogos da Lusa. Há entrega, há dedicação, mas falta talento. Uma pena. De verdade, uma pena.

Então, olhemos com atenção os passos futuros dessa epopeia Paulista 2024. A Lusa jogará em casa contra o Palmeiras na próxima quarta-feira, depois com o Mirassol no próximo sábado. Idealmente, deveria buscar quatro pontos, mas a realidade manda dizer que há risco, risco importante, risco relevante de duas derrotas. Ou seja, chegará à última rodada, diante do Novorizontino, fora de casa, precisando de algo. Sabe-se lá o quê, mas algo…

Bom, os demais? A começar pelo Santo André. Jogará fora de casa diante do Corinthians e vai fechar o certame contra a Ponte Preta em casa. Já o Ituano terá pela frente a Inter de Limeira fora e o São Paulo em casa, ao passo que o Guarani confrontará o Botafogo fora de casa e encerrará sua participação diante do RB Bragantino em casa.

Em tese, o Guarani já vai pegar adversários mais bem resolvidos. Botafogo praticamente não corre mais risco de descenso e o Bragantino já está classificado às quartas de final. Santo André terá dificuldades para beliscar pontos diante do Corinthians, já não se pode dizer o mesmo contra a Ponte Preta, que poderá estar classificada na última rodada. E o Ituano? Bom, é o que corre mais risco. Inter e São Paulo têm interesse na próxima fase da competição.

Se usarmos o rigor, a Lusa vai somar somente mais um ponto, chegando aos 8. Santo André, acredito que mais um também, alcançando os 6. Ituano vai ficar com os 6 pontos. E o Guarani talvez até some 4 pontos nessa história, pulando para 10 pontos.

Caso essa análise natural se confirme, a Lusa milagrosamente se classificará e escapará do descenso, alcançando ainda a sonhada Série D do Brasileiro. Seria um milagre. Desses quase inacreditáveis.

Mas há também a versão teste para cardíaco. Ela pode não faturar ponto algum, mantendo os 7 pontos e ainda assim tudo dar certo. Mas se houver uma terceira possibilidade, a apocalíptica. Ou seja, o Santo André bater a Ponte Preta, pulando para 8 pontos e estabelecendo a catástrofe no Canindé, se a Lusa não faturar ponto algum a mais. Pois é…

Agora, convenhamos… Convenhamos mesmo. Que ninguém nos leia. Se o cenário “teste para cardíaco” der certo, podemos chamar de classificação vergonhosa, não? E se o esperado funcionar, daí tudo bem apelidarmos de “vai ter sorte assim…”. Agora, se o cenário “apocalipse now” vingar, acredito que todos concordaremos: fizemos por onde.

O que quero dizer com isso? É que indubitavelmente a torcida da Portuguesa esperava, e merecia, mais. Bem mais.

* Maurício Capela é jornalista há 28 anos. Comentarista, já trabalhou em diversos veículos, como RedeTV!, 105 FM, Tropical FM, Veja, Valor, Gazeta Mercantil.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA

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