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Joaquim apostou no que acredita e perdeu. Como acredita no que faz, manteve a fé e perdeu novamente. Joaquim é teimoso. Joaquim é uma besta.
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Manuel, por sua vez, também apostou no que acredita e, como Joaquim, deu com os burros n’água. Da mesma forma, sustentou sua posição, mas diferentemente de Joaquim, venceu. Manuel é convicto. Palmas para Manuel.
A vida é dura, Joaquim. Dura e cruel. Em condições normais, o tempo e as condições de trabalho é que devem aproximar um projeto de seus objetivos. Para resultar, depende de fatores como filosofia, método, treinamento e tempo. E o essencial para tudo isso: quem possa desempenhar as funções dentro do estabelecido. Sem isso, o projeto, se é que há, vira passageiro da própria sorte.
Aí, Quim, acreditas que o que pensas é o certo. Então insistes, mas não logra. Aí, tens lá um tempo para ajustar algo aqui e acolá, mudança de características, como três gajos que marcam mais e, em vez de uma referência entre os zagueiros, dois tipos capazes de correr. Ok, são mudanças.
Mas olhe que azar, pá! Pediram para que tirasses um gajo e justamente o substituto dele é quem entrega o golo, tão caricato que faz pensar em algo errado, embora a resposta deva estar na falta de atenção de quem deveria tomar sentido no jogo. É uma má sorte do caraças, pá!
Mas aí, o que fazes? Toca a rodar a bola de pé em pé, pelo meio, e volta o raio do esférico. E tentam pelo meio. E tentam. E tentam. E nada. Isso não lhe diz nada? Algo assim: esses rapazes não estão prontos para este tipo de jogo.
Sabe o que diferencia um turrão de um convicto, Joaquim? O resultado. É o mesmo que faz do gajo um sujeito bestial ou uma besta. Se estudastes a história do distintivo que comandas, pá, já terás lido isso.
Na verdade, o problema nem é a falta de resultados. Se o tipo que entregou o golo não tivesse feito isso, talvez o desenho da partida tenha sido outro. Se a pancada que foi na barra dia desses tivesse saído dez centímetros para baixo, poderíamos até ter vencido. Mas se minha avó tivesse uma roda, seria um monociclo, daqueles em que palhaços andam no circo. O problema é a teimosia que faz com que não acreditemos que vás mudar.
És muito teimoso, Joaquim. Tem dado nas vistas.
* Marcos Teixeira, 45, é jornalista, lusitano e colunista do site Ludopédio.org
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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